A vida é feita de escolhas




Mário, Marcão e Angioni (Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.)



Mais uma vez, fiz a minha parte como torcedor do Fluminense, ou seja, compareci ao Maracanã. Agora, a experiência para retirar o ingresso foi menos traumática por causa da mudança do decreto da Prefeitura.

Do lado de fora, a galera estava com um pé atrás, mas ao mesmo tempo com uma ponta de esperança. No fundo, eu também tinha uma pontinha de esperança de comemorar uma vitória diante do Atlético-GO.

Na arquibancada, uma movimentação me chamou atenção: a chegada da Força Flu. Assim que a torcida organizada chegou, a segurança do estádio logo tratou de montar uma espécie de cercadinho.

Com a bola rolando, o Fluminense mais uma vez deixou muito a desejar. No primeiro tempo, o time não criou quase nada e ainda deu perigosos espaços para o Atlético-GO.

Após o intervalo, Arias deu uma incendiada no ataque tricolor. Quem também entrou no mesmo ritmo do colombiano foi o John Kennedy. O Fluminense dominou a etapa final, mas faltou tranquilidade e capacidade técnica para estufar o barbante do adversário. A chance perdida pelo Lucca, que eu filmei da arquibancada com a esperança de que o time conseguiria fazer um golzinho salvador, foi algo bizarro.

Um ponto em seis disputados dentro de casa, nenhum gol marcado e uma pesadíssima sequência pela frente. Essa é a situação atual do Fluminense no Brasileirão 2021. O que fazer? Quem tem a obrigação de dar essa resposta é o presidente Mário Bittencourt, que já está devendo desculpas aos sócios do clube, que foram pessimamente tratados nos últimos dias.

A vida é feita de escolhas. Não quer vaias? Jogue bola. Quer mais sócios? Trate decentemente os que já são e seja transparente em suas ações. É com o Marcão até o final? Então cobre ou até mesmo sustente que ele tenha autonomia para promover necessárias mudanças. O Marcão aceitou a missão? Ok, então arque com as consequências e assine um trabalho próprio já que, ao contrário de 2019 e 2020, não dá para aproveitar nada do que foi feito no trabalho anterior, pois o Roger Machado não deixou pedra sobre pedra.

O futebol do Fluminense não pode ser conduzido como nos anos 80. Os tempos mudaram, não há mais espaço para “camaradagem” e “aqui é família”. Não há mais espaço para essa política da ADA (amigos dos amigos). Chega!

Observações:

– Luccas Claro está irreconhecível. De dentro do estádio, a impressão que ele passa é a de total insegurança.

– Insistir com o Danilo Barcelos após o intervalo foi uma péssima escolha do Marcão.

– Luiz Henrique e Caio Paulista juntos é outra péssima escolha do Marcão. Os dois só rendem bem pelo lado direito.

– Jhon Arias de titular para ontem no lugar do Caio Paulista.

– Sem cruzamentos ou construção de boas jogadas, Fred vira uma figura nula em campo.

– John Kennedy precisa entrar mais vezes para ganhar casca. Ele é diferenciado e atrevido.

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Forte abraço e ST

Vinicius Toledo

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