Confira as últimas notícias do mundo da bola. A Copa do Mundo de 2026 começa hoje com ingressos para o Brasil custando mais de R$ 16 mil.

O planeta futebol volta todas as suas atenções para os Estados Unidos, México e Canadá a partir desta quinta-feira (11/06). Após quatro anos de intensa espera, a Copa do Mundo de 2026 finalmente vai começar. O maior espetáculo da Terra promete uma edição histórica. Contudo, o torneio também estreia cercado por profundas polêmicas nos bastidores e críticas severas sobre o preço dos ingressos.
O pontapé inicial do Mundial acontecerá no lendário Estádio Azteca, no México. O palco recebeu as finais históricas de 1970 e 1986. Na partida de abertura, às 16h (horário de Brasília), a seleção mexicana enfrenta a África do Sul. O duelo reedita o confronto inicial da Copa de 2010. A expectativa local indica casa cheia. Porém, o portal de revenda oficial da Fifa ainda disponibiliza 176 mil bilhetes para outras partidas da fase de grupos.
💸 Ingressos para ver a Seleção Brasileira passam de R$ 16 mil
Para os torcedores brasileiros que sonham em acompanhar de perto a busca pelo hexacampeonato, a realidade financeira é dura. Os bilhetes disponíveis na plataforma da Fifa assustam pelo valor exorbitante. Para os duelos contra Marrocos e Haiti, nas cidades de Nova Jersey e Miami, as entradas mais baratas custam a partir de US$ 3,2 mil (cerca de R$ 16,6 mil).
Além disso, o cenário piora para o confronto diante do Haiti, programado para ocorrer na Filadélfia. Para este embate específico, os ingressos remanescentes estão ainda mais inflacionados. Desse modo, as entradas partem de US$ 3,5 mil (aproximadamente R$ 18,1 mil) por pessoa. Esses valores abusivos afastam o torcedor comum e geram intensos debates nas redes sociais sobre a elitização do esporte.
🚨 Geopolítica e vistos negados mancham os bastidores
Junto com as cifras salgadas, os problemas diplomáticos também ganham destaque na largada da competição. Os Estados Unidos concentram o maior número de cidades-sede e abrigarão a grande final. No entanto, o governo norte-americano vem dificultando o acesso de delegações e torcedores de nações específicas ao país.
O principal alvo das restrições é o Irã, devido ao momento geopolítico conturbado com os norte-americanos. Mesmo com partidas agendadas para Los Angeles e Seattle, a seleção iraniana precisou utilizar a cidade de Tijuana, no México, como base de treinamentos. Membros da delegação acusam os Estados Unidos de negarem vistos de entrada de forma arbitrária. Há também denúncias de torcedores que tiveram ingressos revogados às vésperas da viagem. Inclusive, o árbitro Omar Artan teve sua entrada barrada no país e precisou retornar para casa.
📊 O chassi do novo regulamento com 48 seleções
Dentro das quatro linhas, a Copa do Mundo de 2026 apresenta uma repaginação completa em seu regulamento técnico. Após sete edições consecutivas com o formato de 32 equipes, o Mundial deste ano bate um recorde histórico ao abrigar 48 seleções na disputa pela taça.
Por conta desse aumento expressivo, o formato de disputa mudou de figura. A primeira fase mantém as chaves com quatro integrantes, mas o número de grupos saltou de oito para 12. Desse modo, o torneio ganha uma fase de mata-mata inédita. Agora, os dois melhores de cada grupo avançam direto, acompanhados pelos oito melhores terceiros colocados da competição. Ao todo, 32 times disputarão a eletrizante fase de “16 avos de final”.
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