Acorda, Diniz!




FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.



Mais uma vez, o Fluminense foi senhor do jogo, finalizou diversas vezes, quase não foi incomodado, mas saiu sem a vitória. Considerando as circunstâncias do jogo, o empate caiu como uma luva, no entanto, a frustração é inevitável.

Apesar de parte da torcida não suportar, sigo confiando na proposta de jogo do Fernando Diniz. É verdade que muitas vezes irrita, mas também é verdade que o time cria muitas oportunidades. O problema maior está na última bola. Tem faltado capricho e calma. A hora que solucionar isso, não tenho dúvida alguma de que a coisa andará. No entanto, a necessidade de resultado já grita de forma desesperada.

Voltando a falar sobre o empate com o Cruzeiro, o Fluminense se impôs do seu jeito, mas o ataque não estava nada inspirado. Luciano errou quase tudo e o Yony González ficou perdido no meio dos grandalhões Dedé e Léo. O pior de tudo é que o time insistiu bastante no jogo aéreo durante o primeiro tempo. Obviamente, não arrumou nada.

Na segunda etapa, o Fluminense seguiu à vontade no campo, mas “sem machucar” os caras. E foi justamente aí que o time tombou. Quando você tem a sensação de que está tudo dominado e que o gol é uma questão de tempo, geralmente vem o tombo. No outro lado tinha um time copeiro, experiente e pragmático. Na primeira brecha, o Cruzeiro foi lá e fez. Houve falha do sistema defensivo, mas verdade seja dita: a bola era totalmente defensável. Infelizmente, o Rodolfo falhou.

Desesperado, Fernando Diniz colocou os garotos, que não serviram no Campeonato Carioca, mas que viraram apostas para entraram no fogo de um jogo de mata-mata da Copa do Brasil. Marcos Paulo entrou e mudou a cara do ataque. Se movimentou bastante, incomodou a defesa mineira e ainda colocou uma bola no travessão do Fábio. Depois foi a vez do João Pedro entrar nos dez minutos finais. Esse também já provou que é bom e tem estrela. Entrou, resolveu no último lance do jogo e manteve o Fluminense vivo. Os moleques tiraram onda. Bom para o Diniz sair da mesmice, repensar algumas escolhas e acreditar na garotada boa de bola.   

O resultado não foi bom, mas pelas circunstâncias do jogo, não pode ser considerado desastroso. Não dá para fazer qualquer tipo de previsão sobre o jogo da volta. Será apenas no dia 5 de junho. Até lá, o Fluminense disputará cinco jogos, sendo que dois deles serão pela Copa Sul-Americana. Ou seja, muita água vai rolar até lá.

Agora é juntar todas as forças possíveis para superar o próprio Cruzeiro, no próximo sábado, só que pelo Campeonato Brasileiro. O Fluminense tem a obrigação de vencer para não se complicar de vez.

A luta continua!

Forte abraço!

Vinicius Toledo  



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