Ainda dá tempo, Odair Hellmann




Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.



E o Fluminense atropelou o Madureira no Maracanã. Convenceu? Nem tanto, mas cumpriu com a sua obrigação. Porém, é impossível não se irritar com a forma que o time anda sofrendo gols. Cruzou na área tricolor, o adversário já corre pra galera antes da bola estufar a rede. Aí complica! O pior é que geralmente ocorre sempre no início do jogo. Será que é falta de treinamento, nervosismo ou desatenção?

A escalação inicial foi uma lástima. Não dá para aceitar esse meio-campo engessado com três volantes. O que amenizou um pouco foi o Marcos Paulo atuando como meia em boa parte do jogo. É nítido que ele se sente mais à vontade atuando nessa faixa de campo. Com uma sequência de jogos, o garoto tem tudo para engrenar de vez como meia.

O gol sofrido logo no início só complicou ainda mais a vida do Fluminense, que não conseguia criar grandes ações ofensivas. Não havia muita movimentação e nem aproximação entre os setores. O Evanilson, por exemplo, se movimentou pelos lados do campo em algumas situações para receber a bola, mas nenhum companheiro aparecia para ajudá-lo.

Felizmente, na reta final do primeiro tempo, o time deu uma compactada, encaixou melhor os passes e passou a pressionar a saída de bola do Madureira. Nada brilhante, mas foi o suficiente para virar o jogo até com certa facilidade.

Após o intervalo, o time voltou mais tranquilo. As entradas do Fernando Pacheco e, principalmente, do Miguel, deram uma acelerada maior e, consequentemente, o time passou a criar com mais desenvoltura. Com o Hudson à frente da zaga, Yago Felipe como segundo volante e o Miguel como meia de criação, o time apresentou um futebol mais envolvente e até bonito de se ver. O quinto gol foi uma pintura em todos os sentidos, pois o passe do Miguel foi magistral e a conclusão do Hudson foi de quem sabe tratar bem a redonda.

Em termos de classificação, a vitória foi de extrema importância, pois o Fluminense segue na primeira colocação geral do Campeonato Carioca. Isso pode garantir uma vaga na final, caso o Flamengo também conquiste a Taça Rio.

Sobre o time, dá para montar algo aceitável, mas o Odair Hellmann necessita rever seus conceitos. A formação com três volantes é incompatível com a história do Fluminense e até com o que é desenvolvido em Xerém. O elenco não é de primeira, mas existem alguns talentos. Se souber aproveitá-los de forma correta, não tenho dúvida de que a coisa andará de forma mais tranquila. Porém, se teimar com esse engessamento do meio de campo, ai complicará.

Ainda dá tempo, Odair Hellmann.

Curtinhas

– O Muriel segue vacilando. Espero que seja apenas uma rápida fase ruim, pois ele mesmo já mostrou que goleiro faz a diferença.

– O Igor Julião não consegue se dar bem nem em cima do frágil Madureira.

– Com tantos gols sofridos pelo alto, como é que o Matheus Ferraz segue no banco? O cara é o melhor zagueiro no jogo aéreo.

– Já vejo torcedor detonando o Fernando Pacheco, mas sigo levando fé no garoto!

Forte abraço e ST!

Vinicius Toledo



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