Ainda sobre o show da vida…




Foto: Mailson Santana / Fluminense FC

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AINDA SOBRE O SHOW DA VIDA…

Buenas, tricolada! O Fluminense não sai dos noticiários, ora com matérias alvissareiras, como a chegada de PH Ganso e a possível contratação do Nenê, ora com opiniões, porradas e falácias repletas de desolação, desânimo e cagadas administrativas, enfim… Mas é aquilo, né? Aprendi por vivência e pela profissão que é sempre bom falarem da gente, bem ou mal. Cabe aos envolvidos filtrarem tais informações, absorvê-las, reagir firmemente com atitudes e represálias – caso necessárias, e portarem-se diante da opinião pública de forma institucional, extraindo de cada situação os proveitos cabíveis, mesmo daquelas que denigram e maculem trajetórias.

Por estes motivos resolvi retomar o novelesco – mais um – assunto Everaldo.

Hoje, toda a mídia aponta os senões, partidas e contrapartidas da negociação do nosso camisa 37. Inicialmente, retroagindo àquela época de sua aquisição por empréstimo, em meados de 2018, quando ele chegou em Álvaro Chaves vindo do quase desconhecido Velo Clube, de São Paulo; e ainda, avaliando o status atual do jogador e seu suposto e duvidoso futuro, por conta de suas boas atuações pelo Fluzão, que despertaram o interesse de Cruzeiro e Grêmio… o jovem atleta estaria na iminência de trocar de casa!

Em papo informal com aqueles seis amigos mais chegados, há dias, antes mesmo da celeuma envolvendo o nome do nosso pontinha-esquerda, o meu irmão Sérgio já havia levantado uma questão, que foi relembrada ontem ou anteontem por ele mesmo – e pela imprensa, agora: o Abad afirmou, taxativo, que não investirá um centavo em compras de direitos de jogadores e renovações de contratos, que não mexerá nos nossos combalidos cofres, plenos e preenchidos de vento e migalhas, antes de quitar as dívidas com elenco e funcionários!

Creio que o Pedro Abad, pensando especificamente neste tema isolado, esteja coberto de razão. Não se pode retirar o pão da boca de uma criança para alimentar um nababo, como ele e os seus pares fizeram na contratação do insosso e indolente Robinho, num passado recente. Ponto! Outrossim, óbvio, estes fundamentos e justificativas tornam-se totalmente fugazes na medida em que evidencia-se o seguinte: o caos instalou-se no clube, inclusive com os recorrentes problemas de atrasos salariais, pela maneira como a que ele e seu elo político conduziram a própria gestão. Sem muitas delongas, é notório que a situação NÃO chegou a este ponto somente por responsabilidades da FluSócio. O Fluminense vem sendo aviltado há séculos, porra, mas eles têm parcela significativa de culpa!

As soluções para este tipo de imbróglio são aparentemente simplérrimas. Utilizem o cacete das verbas do futebol somente com o próprio futebol. Criem-se artifícios paralelos de captação de recursos para as outras modalidades esportivas, para a sede social etc etc etc. Invistam na marca FFC. Apostem num bom e efetivo marketing. Imponham-se na defesa institucional do clube. SAIAM DO MARACANÃ! CHEGA DE MAIS PREJUÍZOS. Baseiem-se nos motes positivos de termos um trabalho revolucionário de um jovem e audacioso treinador à beira do campo, e também dentro das quatro linhas, quando finalmente conseguimos trazer um craque consagrado e reconhecido mundialmente. Por causa desta renovada e auspiciosa face tricolor, capitalizem o quanto antes estas viçosas e contemporâneas benesses, seja em forma de patrocínio máster, seja em pactos pontuais mais vantajosos economicamente com investidores, e outros. Aproveitem o bom trânsito no meio e o bom serviço que o Paulo Angioni vem prestando ao clube e reforcem a sua base de atuação. Em suma, o Flu merece mais carinho e atenção!

Cabe lembrar: o Fluminense traz em sua alcunha o complemento FOOTBALL CLUB. Oras, fica evidente, pois, que o futebol TEM QUE SER o nosso carro-chefe!

Para encerrar, Everaldo, meu filho, não cometa os mesmos equívocos de conduta e postura como os que o jovem e promissor Richarlison se viu envolvido em passado próximo, no enredo sabático de sua transferência para o Palmeiras! Sei que os atletas têm os seus representantes, que cuidam de suas carreiras e de suas vidas extra-campo. Mas também tenho conhecimento de que a palavra final sempre será do jogador. Lembre-se – ou busque informações – de alguns acontecimentos similares dentro do próprio Flu, dia desses, quando jogadores futurosos e até certo ponto ingratos viram as suas carreiras ruírem por conta do excesso de ambição, descaso e pouco apreço com o clube que abriu-lhes as portas – mesmo recheados de razões para exalarem revolta.

Os atrasos salariais, em qualquer ramo de atividade, representam um absurdo? Sim! Evoluir no meio profissional remonta um desejo natural de todos os cidadãos? É evidente! Mas no futebol, a paixão latente, a grana envolvida em cada contexto, os vencimentos mensais, luvas e “bichos” muuuuuuuuito acima dos padrões médios de remuneração – num país continental como o nosso, e a exposição interplanetária com a qual os atletas mais agraciados pelo talento e pela sorte usufruem, quando inúmeros são tratados como verdadeiras celebridades, não combinam com a simplicidade íntima de cada um e nem com a vida abarrotada de lutas inglórias que as suas próprias infâncias de dificuldades impuseram. Fica a dica, malandragem!

Até a próxima.

Rapidíssimas de hoje:

– Sassá, emprestado por um ano, para o Flu desistir do Everaldo, definitivamente NÃO!

– E a antecipação das eleições presidenciais, Abad?

– Corram para definir um novo contrato com o Yony “Speed” Gonzales rapidamente. Taí o caso Everaldo de exemplo.

– Apesar de grande ídolo, a cavadinha do Conca não me emociona (como me emocionou a do Don Fredón).

– Fecha logo com o BMG, Abad!

– E essa situação de grana presa na justiça, retida por conta de ações, quando será normalizada? Acho que as nossas mazelas financeiras seriam resolvidas. Saco cheio, hein?!

– Notícia com carinha de requentada pra vender jornal e de cavada de empresário, mas se o Abad trouxer o Mariano, ele estará me dando o direito de sonhar com TS3 e Marcelo (risos)!

Saudações eternamente tricolores!

Ricardo Timon



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