(por Vinicius Toledo)
Fala, galera tricolor!
O nome do volante Allan é mais um nome na pauta do noticiário do Fluminense. Diante dessa movimentação, muitas vezes me pergunto: “Será que a diretoria deixa vazar alguns nomes para a imprensa para medir a reação da torcida nas redes sociais?”. Se a repercussão for positiva, abre-se a negociação; caso contrário, pensam duas vezes ou riscam o nome. Quem trabalha com jornalismo esportivo sabe muito bem do que estou falando.
No caso do Allan, é impossível não ter esse tipo de pensamento.
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O encantamento em 2019 e a resenha no Uruguai
Ele teve uma excelente passagem pelo Fluminense em 2019. Encantou mesmo. Lembro-me bem de um jogo contra o Peñarol, no Estádio Campeón del Siglo, em Montevidéu, pelas oitavas da Sul-Americana. Allan deu um show. Eu estava lá e, na manhã seguinte, o recepcionista do hotel onde eu estava — sócio do clube uruguaio — não parava de elogiar a qualidade do volante na resenha. Ele realmente chamou a atenção do continente.

O “perdido” de 2020: Eu não esqueci
O Allan teve tudo para permanecer. Em janeiro de 2020, após a apresentação de Odair Hellmann, o presidente Mário Bittencourt chegou a dizer em uma roda de conversa com jornalistas que a compra junto ao Liverpool estava encaminhada. Porém, no apagar das luzes daquele mesmo dia, o jogador foi parar no Atlético-MG. Esse “perdido” que ele deu no Fluminense ainda está bem vivo na minha memória.
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Técnica inquestionável x Critério de Zubeldía
Atualmente no Flamengo, Allan atuou em 33 dos 70 jogos do rival em 2025. Tecnicamente, ele é inquestionável: marca bem, tem excelente saída de bola e faz a transição para o ataque com qualidade.
Contudo, além da estatura, há outro ponto de atenção: Allan possui traços falcêmicos. Essa condição genética, embora geralmente assintomática, impacta diretamente o desempenho em altitudes elevadas. Sendo assim, ele costuma ser desfalque em jogos nessas condições. Para um Fluminense que tem a Libertadores como obsessão, esse é um fator que a diretoria precisa colocar na balança.
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Logo após o Natal, publiquei que o técnico Luís Zubeldía desejava um “cão de guarda” com imposição física e estatura alta — perfil que justificou a tentativa por Marlon Freitas. Allan tem 1,72m e essa restrição com a altitude. Se o interesse se confirmar, estamos falando de uma mudança de critério, contradição ou apenas falta de comunicação interna?
Curiosamente, essa dúvida sobre o perfil físico se estende a outras movimentações. O Fluminense avança por Marino Hinestroza, atacante de 1,70m, o que reforça o questionamento: o desejo de Zubeldía por ‘estatura’ deu lugar à busca por agilidade e oportunidade de mercado? Sendo assim, entre a técnica de Allan e a velocidade do gringo, o Tricolor parece estar redesenhando seu planejamento para 2026.
A conferir os próximos capítulos.
Forte abraço e ST!


