Amadorismo constrangedor




Marcão e Ailton (Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.)

Por mais que a realidade seja dura, o lado torcedor sempre aparece quando a bola começa a rolar. Está na alma e também n DNA. Sendo assim, explodimos através de um verdadeiro carrossel de emoções. No entanto, a realidade muitas vezes é cruel e trata logo de dar um tremendo choque…

Contra o penúltimo colocado do Campeonato Brasileiro, a torcida tricolor viu um bando dentro de campo. Pois é, um bando mesmo sem o mínimo de organização tática.

À beira do campo, Marcão escancarava o seu total despreparo em todos os sentidos. Assistindo do meu sofá, fiquei constrangido por ele. E muito triste pelo Fluminense, que não esconde de mais ninguém o seu elevado nível atual de amadorismo. Inclusive, o comentarista PC Vasconcelos, do Premiere, comentou o seguinte durante a transmissão: “O Marcão poderia orientar o time ao invés de ficar gritando Vamos Fluminense“.

Sobre o jogo, uma verdadeira pelada.

O pior é que mesmo perdendo de 2 a 0, a partida estava extremamente fácil para o bando do Marcão. Porém, a falta de organização e até de simples triangulações deixou o Fluminense num enorme prejuízo na etapa inicial. Nessas horas é impossível não questionar o que se faz durante os treinos no CT Carlos Castilho.

No desespero, colocaram o John Kennedy no fogo, mas como o garoto é fera braba, ele deu conta do recado. Gol com apenas treze minutos em campo, incendiada no ataque e personalidade. E a torcida, que nunca deu dois treinos na vida, tinha razão em pedir a entrada do moleque de Xerém.

O empate veio com uma cabeçada do Fred, a esperança voltou, mas um balde água fria foi jogado através do terceiro gol do Coriitba. Menos mal que deu para empatar com o Caio Paulista aos 45′. Ainda teve tempo para a virada, mas o Wellington Silva e John Kennedy desperdiçaram.

É bem verdade que não faltou vontade. Porém, o time é pessimamente treinado. Infelizmente, Marcão sequer conseguiu manter a forte marcação da época que o Fluminense estava sob o comando do Odair Hellmann. Não à toa, o time sofreu 14 gols em apenas 7 jogos, ou seja, uma média de 2 gols sofridos por jogo.

Péssimo resultado, mas que está compatível com a forma que a gestão toca o futebol do Fluminense.

Vaga na Taça Libertadores? Matematicamente, é muito possível, mas com essa mediocridade apresentada até aqui…

Curtinhas

– Que decepção, Marcos Felipe!

– Até quando o Nino será banco para o Matheus Ferraz?

– Deu pena do Fred. Lutou muito.

– Não é de hoje que falo sobre a bomba que é essa formação com três atacantes.

– Sigo sem entender até hoje a contratação do Lucca…

– Quem é o maior fã do Felippe Cardoso: Mário Bittencourt, Paulo Angioni ou Marcão?

A mitada da transmissão

 

Eu queria ter alguém que acreditasse em mim como o Marcão acredita no Felippe Cardoso – Carlos Eduardo Lino (comentarista do SporTV/Premiere).

 

Forte abraço e ST

Vinicius Toledo

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