Fluminense vence segundo clássico do ano




Fluminense venceu o Botafogo por 1 a 0
Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC
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Em noite inspirada de John Kennedy e estrela de Zubeldía, Tricolor domina o clássico no Engenhão e carimba vaga nas quartas de final.

(por Lindinor Larangeira)

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Com atuação dominante na segunda etapa, o Fluminense garantiu a classificação às quartas de final do Campeonato Carioca, batendo o Botafogo, na noite de domingo, pelo placar mínimo, com mais um gol de JK.

Já o primeiro tempo parece que ficou afogado no temporal que caiu na Zona Norte do Rio. Os 45 minutos iniciais, jogados em um pântano sintético, foram um verdadeiro “perde e ganha”. Muita ligação direta, pouca troca de passes e dois times sem qualquer imaginação e poder de fogo. Foi duro. Principalmente de se ver…

Fluminense, mais organizado e criativo no segundo tempo, vence com sobras

No tempo final, Zubeldía organizou melhor seus comandados, que, pelo volume de jogo e as chances desperdiçadas, poderiam ter saído com um placar mais elástico. Canobbio, em passe açucarado de Martinelli — que fez outra ótima partida —, parou em Léo Linck.

Depois foi a vez de Santi Moreno, que, se não foi brilhante, fez um jogo muito correto, mas faltou precisão no toque final. A terceira chance seguida foi desperdiçada por Savarino, que entrou bem, mas não superou o arqueiro adversário, melhor jogador botafoguense na noite chuvosa do Engenhão.

Mas como diz o ditado: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. JK furou a muralha Linck, completando com precisão o passe milimétrico de Lucho Acosta, que deu mais qualidade ao time ao entrar na segunda etapa. O “baixinho” ainda teve a oportunidade de ampliar após passe de Everaldo, mas Linck apareceu novamente.

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Fluminense bateu o Botafogo com gol de John Kennedy
Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC

Um time coletivamente muito forte

Acosta, Martinelli e JK foram os destaques de um time em que todos foram bem. Fábio foi quase um espectador. Guga cresce em jogos grandes. Ignácio e Freytes formaram uma dupla muito segura. Arana, aos poucos, retoma o ritmo. Bernal foi um “5 clássico” — o moleque deveria conversar muito com Marcão para pegar as manhas da cabeça de área.

Lima foi o operário de sempre, assim como Canobbio teve a dedicação habitual. Serna mandou uma bola na “Rua das Oficinas”, mas tem crédito. Já Everaldo pode ser um cara legal, mas não parece ser jogador para o Fluminense.

Enfim, com Zubeldía, acabou aquela incômoda freguesia. Afinal, “Botafogo é bairro.”

PS1: Segundo clássico regional, segunda vitória. Contando com o Grêmio, são três vitórias contra gigantes em seis jogos na temporada. Ótimo começo. PS2: JK começou muito bem, mas precisamos de um 9 mais constante.

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