Árdua caminhada




Foto: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor



Com o coração na mão. É assim que eu, você e tantos outros estão. Definitivamente, torcer pelo Fluminense é algo somente para quem é muito forte. Já são anos e anos num sufoco danado por conta de gestões irresponsáveis e amadoras que só ratificam a frase célebre de Ferran Soriano: “A bola não entra por acaso”.

Esperança de dias melhores? Pois é, até esse sentimento foi cortado de vez do coração do torcedor tricolor. Difícil acreditar que num ambiente altamente tóxico com um ciclo pra lá de vicioso algo realmente vá mudar. Infelizmente, o Fluminense anda em círculo, ou seja, só há alternância na troca de bastão.

E o torcedor? Longe dos bastidores, o torcedor tenta se agarrar em algo que sinalize uma ponta de esperança. Faz parte do carrossel de emoções que gira na essência de quem é apaixonado de verdade pelas três cores que traduzem tradição. Porém, uma meia dúzia ilude a massa como se o clube tivesse no País das Maravilhas. Pois é, meus amigos e minhas amigas, esse é o Fluminense, que segue estacionado nos anos 80 do século passado. Até quando será assim?

Apesar de tudo, a vida tem que seguir mesmo que seja aos trancos e barrancos. Sendo assim, amanhã tem batalha no Maracanã, contra o Atlético-MG. Muito distante de sua grandeza, o Fluminense mais uma vez luta ferrenhamente contra o rebaixamento. Cada ano que passa, a situação só piora, mas isso parece não incomodar ninguém na Rua Álvaro Chaves, 41. A turma das Laranjeiras tem que entender de uma vez por todas que não se brinca com o sentimento do torcedor.

Sou daqueles que já possuem enraizado o sentimento de estar sempre ao lado do Fluminense. Posso criticar, xingar e não compactuar com os erros como fazem os bajuladores profissionais de pompom, mas jamais abandonarei. No entanto, não me vejo no direito de exigir que o torcedor faça o mesmo. Isso é de cada um e deve ser respeitado por mais que o Fluminense necessite de nosso total apoio.

Enquanto o Fluminense ainda não entra no século XXI, seguiremos nossa árdua caminhada na arquibancada, pois somente o que sentimos, justifica o que fazemos.

Curtinhas:

– Marcos Felipe ocupará a vaga de Muriel. É o que temos para os últimos seis jogos. Portanto, terá o meu total apoio.

– Gilberto segue no time. Isso é algo que não dá para aceitar mesmo sabendo que o reserva é o Igor Julião. Se entrar alguém ali apenas para fechar o lado direito, já estaremos no lucro.

– Alguns amigos(as) andam me perguntando sobre o que acho do projeto da reforma do estádio de Laranjeiras. Primeiramente, torço para que realmente seja viável. Caso seja, terá o meu total apoio. No restante, só o tempo dirá.

– Palpite: Fluminense 2×0 Atlético-MG

Forte abraço e ST

Vinicius Toledo



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