Ato de fé tricolor




Fé na arquibancada e Abel Hernández ajeitando para marcar o terceiro gol tricolor no Fla-Flu (Foto: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor)



A manhã de sábado no Rio de Janeiro neste 23 de outubro de 2021 foi muito linda. Céu limpinho com um belo sol. Nas ruas, muitas camisas tricolores e rubro-negras. Isso me fez lembrar um pouco os anos 80 e 90. Sim, havia um clima de Fla-Flu no Cidade Maravilhosa.

Do lado de fora do Maracanã, o esquenta tricolor foi bacana. É sempre um prazer enorme reencontrar os irmãos e irmãs de arquibancada. Sempre há uma história para lembrar, resenha e, principalmente, esperança. Pois é, a torcida carrega dentro dela um gigantesco carrossel de emoções. Ela pode criticar, xingar e vaiar, mas lá no fundo da alma de cada torcedor(a), o desejo é um só: um Fluminense forte e vencedor.

No lado de dentro do Maraca, guerreiros e guerreiras entoavam cânticos com a força de quem estava se preparando para uma grande batalha. De arrepiar, impossível não entrar no clima.

A bola rolou para o Fla-Flu de número 435. O Fluminense marcou forte, mas dentro do seu campo para explorar contra-ataques. Achei um pouco arriscado… Em uma das poucas escapadas, Marlon deu belo cruzamento para o John Kennedy abrir o marcador.

Já na etapa final, o Tricolor avançou mais ao ataque e ampliou com o novo caçador de urubu: John Kennedy! O 3 a 0 poderia ter vindo com o Yago Felipe, mas a trave acabou impedindo. Logo depois, um castigo com um gol espírita. Sim, o gol marcado pelo Renê só pode ter sido obra do Sobrenatural de Almeida, que sempre aparece para atrapalhar a vida tricolor. Confesso que fiquei bem preocupado, pois o jogo estava todo para o Fluminense.

O tempo foi passando e a tensão aumentava a cada minuto. Quando olhei para o lado, só que um pouco mais distante, vi a amiga Nathalia Guimarães ajoelhada na arquibancada, mas sem olhar para o campo. Como conhecedor dos sentimentos que movem a essência de quem ama de verdade o Fluminense, resolvi registrar esse ato de fé da guerreira. Parece que algo me aproximou dela. Tirei uma foto, mas resolvi tirar outra ainda mais próxima.  Fiquei ali sentado e olhando para a Nathalia e o jogo. Resolvi tirar a terceira foto, mas com um ângulo um pouco diferente das outras. Pronto. Essa era “a foto”. 

Sinceramente, só pode ter sido um toque do Gravatinha, que mais uma vez apareceu para salvar o Fluminense das garras do Sobrenatural de Almeida e ainda escolheu o momento do ato de fé da Nathalia. Enquanto estava tirando a foto dela, o Abel conduziu a bola e marcou o golaço da vitória tricolor no Fla-Flu. Eu não me aguentei e levantei a Nathalia para abraçá-la. Emocionada, ela falava que a fé dela não falhava. Wallace, que é namorado da Nathalia, também estava lá nas alturas. Que momento maravilhoso, meus amigos e minha amigas!

Vencer um Fla-Flu é normal, mas um momento como esse fica marcado pela eternidade. Estou de alma lavada e ainda mais convicto de que a fé tricolor transcende todos os males.

Obrigado, Fluminense.

Muito obrigado, Gravatinha.

E, é claro, muitíssimo obrigado, Nathalia!

Observações:

– A marcação do time foi digna de final de Copa do Mundo.

– Baita partida da dupla David Braz e Luccas Claro.

– A relação do André com a bola chega a ser nojenta (no bom sentido!).

– Luiz Henrique brincou.

– “O JK é caçador de urubu!”

– Mais uma atuação ruim do Caio Paulista, mas isso é papo para outro dia.

– Todo mundo de tricolor neste domingo.

– As três fotos da Nathalia estão no final do texto.

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Forte abraço e ST

Vinicius Toledo



Fé na arquibancada e Abel Hernández ajeitando para marcar o terceiro gol tricolor no Fla-Flu (Foto: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor)

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