Basta de Flusócio!




Fim de ano chegando e o Fluminense com mais uma temporada medíocre. Não ganhou nada, não ganhará nada e o pensamento de 2013 pra cá é um só: fugir do rebaixamento no Brasileirão. Ressurge o fim dos anos 90 e o cenário para 2018 não é dos mais animadores.

Não há dúvida de que a austeridade e os pés no chão são dois pilares da boa governança. Contudo, com um clube enorme como o Fluminense nas mãos, a ousadia também deve ter lugar e assumir alguns riscos é importante para administração. Afinal, não basta trabalhar apenas com o que tem, já que um ativo como o Fluminense permite que a diretoria trabalhe com um retorno estimado que, com certeza, será bancado pela torcida.

No entanto, para que a torcida compre a ideia e o risco assumido seja um grande investimento refletido em pagamentos em dia e títulos, a coragem deve ser a tônica da direção e a vontade de fazer um Fluminense cada vez maior deve estar no pensamento do dia. E essa determinação deve transparecer para o torcedor, de modo que ele não duvide que o dinheiro é bem investido e que o time está em boas mãos.

Vários casos comprovam que o risco com boa expectativa de retorno é fundamental para um time de futebol. Como exemplo, cito aqui a construção do novo estádio do Atlético Mineiro, que vai abrigar cerca de 40 mil torcedores. O clube não vai gastar nenhum centavo de suas receitas, já que ele negociou 50% do shopping que possui ao lado de sua sede por R$ 250 milhões, além de contar com um lucro de cerca de R$ 100 milhões em razão da venda de quase 5 mil cadeiras cativas aos torcedores, somado aos R$ 60 milhões do naming rights vendidos à construtora MRV.

Como deve ser, o clube mineiro trabalha com o risco da venda das cadeiras cativas e anunciou o projeto antes mesmo do acerto com a construtora que levará o nome do estádio. Ou seja, bancou o projeto e acreditou na grandeza do clube, ainda que ela exista apenas em âmbito regional. Certamente colherá bons frutos.

Não vejo isso acontecer no Fluminense. A Flusócio, que assumiu o comando do clube com Peter Siemsen, adota uma política de austeridade cujos resultados são imperceptíveis. Desde 2010, quando assumiu o poder com Peter Siemsen, o grupo político não consegue justificar o discurso que assumiu e os resultados em campo refletem isso, já que o único título de expressão que obteve foi o de campeão brasileiro em 2012, ainda sob os auspícios da Unimed. Depois disso, nada mais.

A tendência é que 2018 seja igual a 2017. Time com poucas chances de ganhar o estadual e lutando contra o rebaixamento no nacional, salvo se os deuses do futebol atuarem no sobrenatural para garantir alegria à torcida. Do contrário, o sofrimento é certo.

O problema é que nada, mas absolutamente nada é manifestado pela nossa fraca diretoria. Pedro Abad é sofrível e não passa nenhuma confiança à torcida. Não sei se tenho raiva ou pena dele, mas a certeza é que ele não está à altura do Fluminense. Não vai assumir nenhum risco porque não sabe como fazer e tem medo de tentar. Não pode contar com a galera da arquibancada porque não sabe falar a língua do torcedor. É apenas um analista de números que passou a ter vida pública. Pior pra nós que escolheu o nosso Tricolor pra isso.

Na verdade, a Flusócio é um misto de discurso de austeridade com pouca ou nenhuma eficiência. Basta observar que após quase sete anos no poder ainda atrasa salários por meses a fio. Como isso é possível? Ao longo de todo esse tempo não conseguiu sequer manter os pagamentos em dia mesmo falando em “pés no chão”? Mesmo com um elenco pífio e formado por atletas de baixa qualidade ano após ano?

Solução? Claro que há. E ela passa pela cobrança na arquibancada, nas redes sociais, nas ruas e também pela organização de uma verdadeira democracia tricolor comandada por quem gosta do clube e não tem medo de arriscar. Se a Flusócio um dia resolveu se unir, assumir o comando e fracassar ano após ano, está na hora de outro grupo de torcedores fazer o mesmo, modificando apenas o resultado final, já que ningue´m aguenta mais sofrimento.  

Caro amigo tricolor: temos a torcida mais politizada do país e se não lutarmos pelo clube agora, ele vai sucumbir nas mãos dos bens intencionados, porém fracos e incapazes de uma boa gestão, integrantes da Flusócio. O Fluminense nos pertence e nosso dever salvá-lo.

Ser Fluminense acima de tudo!

Evandro Ventura

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