
Novo presidente do Fluminense Football Club
Boa sorte, presidente Mattheus Montenegro
(por Lindinor Larangeira)
O bairro das Laranjeiras satisfeito sorria, em um sábado de sol. Muitas bandeiras tricolores tremulavam na confluência das ruas Pinheiro Machado e Álvaro Chaves. Bandeiras que traziam os números 20 e 30, representando os candidatos a presidente do Fluminense.
No início da noite, com os votos apurados, deu 20. O advogado Mattheus Montenegro, atual vice-presidente, é o novo mandatário do clube para o triênio 26-27-28.
Uma eleição limpa e democrática. Os dois candidatos estão de parabéns e nossa torcida espera que o Fluminense saia mais fortalecido. Findo o processo eleitoral, o momento é de ser unido e forte, como diz nosso hino.
Continuidade
Acompanhei a coletiva do presidente eleito e o eixo da próxima gestão, no meu entender, pode ser resumido em uma palavra: continuidade. Principalmente, em duas questões: o equilíbrio financeiro e a competitividade esportiva.
São pontos centrais e que caminham juntos. Como aquele dilema do comercial do biscoito Tostines: “Vende mais porque é fresquinho? Ou é fresquinho porque vende mais?” Um time competitivo e vencedor é um grande gerador de receitas, consequentemente, de redução do passivo.
Como continuidade não é sinônimo de continuísmo, o que a torcida espera da nova gestão é que tenha aprendido com os erros, que seja mais transparente e próxima do torcedor. Além de ter uma melhor comunicação e marketing.
A manutenção do atual presidente na próxima gestão é um ativo importante, pelo conhecimento e a relação construídas por Mário Bittencourt, com as federações e confederações e a LFU.
Meus pitacos ao novo presidente
O primeiro é sobre a atual e péssima proposta de SAF. O que está posto, é inaceitável. Trata-se de um acordo muito ruim para o clube.
Como já disse e repito, não sou contra a discussão e possibilidade de transformação do clube em SAF, sou contra a proposta apresentada, que além de tudo, deixa muitas dúvidas no ar.
Além disso, mesmo elogiando o presidente Mário (vou fazer um texto em breve), sou radicalmente contra que ele seja o CEO da SAF, o que, em minha opinião, configuraria um grande conflito de interesses. Cadeira em um futuro Conselho? Simpatizo mais com essa ideia.
Outros pontos são a valorização da torcida, com a melhoria do programa sócio-futebol e uma comunicação mais próxima do cliente-torcedor.
Uma gestão mais profissional e efetiva do nosso grande ativo, que é Xerém, com as joias formadas na base dando retorno técnico e financeiro ao clube.
A revitalização das Laranjeiras, algo que, se compararmos ao Estado do Rio de Janeiro, lembra muito as promessas eternas de “despoluição da Baia da Guanabara”. E o mais imediato, o planejamento de um elenco forte para a próxima temporada, que começa mais cedo.
Dito isso, boa sorte, meu caro Mattheus. Que sua gestão nos traga o bi da Libertadores, da Copa do Brasil, da Recopa Sul Americana, o penta do Brasileirão e outra campanha de excelência na Copa do Mundo de Clubes da FIFA. E se não for pedir demais, que essas conquistas venham junto do equacionamento da questão financeira do clube.
Sucesso, presidente!
PS: Agora é garantir a vaga na fase de grupos da Libertadores.

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