Em coluna ácida, Lindinor Larangeira analisa a postura inaceitável do Fluminense na virada sofrida para o Vasco e cobra mudanças imediatas na postura do elenco e comissão técnica.
(por Lindinor Larangeira)
Faltou liderança, coragem e dignidade. Sobrou empáfia, indolência e descompromisso ao Fluminense. Perder um clássico, que é um jogo que iguala os desiguais, é algo normal. Inaceitável foi o comportamento do time, notadamente, a partir da metade do segundo tempo.
Com a vantagem de dois gols e o controle do jogo, o Fluminense passou a ser um espectador passivo da partida. Não conseguia reter a bola. Dava o campo ao adversário. Perdia os duelos individuais. E permitia a única estratégia de uma equipe inferior tecnicamente, mas que demonstrava valentia e vergonha na cara: o jogo de abafa.
Foi uma quarta-feira que me deu uma tremenda saudade de Felipe Melo.
Cobranças tem que ser feitas
Por mais vergonhosa e inaceitável que tenha sido a derrota, não existe terra arrasada. Porém, quem de direito tem que cobrar do grupo e da comissão técnica, para que situações vexatórias como essa não se repitam.
Os três gols sofridos foram repetições de erros recorrentes do time: a ausência de cobertura na entrada da área e a deficiência no jogo aéreo. Nos últimos dois jogos, nossa zaga tomou três gols de cabeça. E a minha pergunta aqui é:
Cadê o zagueiro recém-contratado?

A bola pune
A frase do super campeão Muricy Ramalho é uma das grandes verdades do futebol: “A bola pune”. Pune quem não consegue traduzir superioridade em resultados. Pune quem não consegue competir com intensidade por 90 minutos. E sobretudo pune o menosprezo do “já ganhou”.
Que a lição tenha sido aprendida, sob pena de mais uma temporada sem títulos.
PS: Mais do que nunca, sábado é “vencer ou vencer”.
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