Carta aberta ao Jhon Arias: “Você me decepcionou”




Jhon Arias prometeu voltar ao Fluminense, mas assinou com o Palmeiras
Foto: Fluminense FC
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Lindinor Larangeira rebate o colombiano, critica a falta de palavra e dispara: “Não serei hipócrita de te desejar sucesso”.

Em um texto forte e carregado de sentimento, o colunista Lindinor Larangeira respondeu à carta de despedida de Jhon Arias. Reconhecendo a importância histórica do atleta nas conquistas da Libertadores e Recopa, Larangeira não poupou críticas à escolha do meia em reforçar o Palmeiras, questionando o caráter do jogador e a postura da diretoria tricolor.

Larangeira classificou a ida para o rival como um sinal de “comodismo” e criticou o abandono do suposto sonho europeu em troca de uma permanência no Brasil fora das Laranjeiras. “A palavra empenhada é um elemento essencial do caráter de um homem”, disparou o colunista em um dos trechos mais contundentes do texto.

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Confira abaixo:

Carta aberta ao Jhon Arias: "Você me decepcionou"
Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.

Carta aberta ao Jhon Arias 

(por Lindinor Larangeira)

Caro Jhon Arias,

Em primeiro lugar, gostaria de te dizer que a história não se apaga e o passado não retroage. 

Pelo passado, você está na história do Fluminense, como um dos heróis de duas grandes conquistas continentais. As taças e os registros, hoje fazem parte do museu do clube. E por esse passado, meu muito obrigado. 

Porém, a vida é o presente e a palavra empenhada é um elemento essencial do caráter de um homem, como meu saudoso pai me ensinou em um tempo em que você não tinha ainda nem nascido. 

Você escreveu uma lacônica carta aberta e me dou ao direito de responder, de maneira mais extensa, mesmo sabendo que dificilmente você vai ler.

Não somente como homem, que não honra a palavra, mas também como profissional, você me decepcionou. Ao não lutar pelo tal “sonho” de vencer no futebol europeu, se mostrou fraco, acomodado e fracassado. 

Era mesmo um sonho ou foi apenas um intercâmbio? Se mal sucedido, restaria o retorno ao Brasil, vestindo a camisa de um rival? Ou seja, uma ponte, como no caso de outro atleta, esse de péssimo caráter?

Se não foi por dinheiro, por que você, sabedor que seu time será irremediavelmente rebaixado, e em consequência, seu salário reduzido, não bancou a palavra de “no Brasil, jogar somente no Fluminense“? Ou o sonho de vencer na Europa, atuando na segunda divisão da Premier League, para provar que tinha cacife para vestir uma camisa pesada da Liga mais competitiva do planeta?

Antes de encerrar, espero que os dirigentes do Fluminense tenham aprendido a lição: no futebol profissional, o jogador é empregado do clube e deve cumprir o seu contrato. Chega dessa conversa de “realizar o sonho dos atletas”. Dirigentes são eleitos para defender os interesses do clube. 

Por fim, sou grato a você no passado, mas não serei hipócrita de te desejar sucesso daqui pra frente. Meus sinceros votos, em seu idioma são: Que tengas mala suerte ahora y en el futuro!”

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