Com garra e coragem, mas sem tapar o sol com a peneira




Abel Hernández (Foto: Mailson Santana / Fluminense F.C.)



Pelas circunstâncias do jogo, o ponto conquistado pelo Fluminense em Bragança Paulista é de extrema importância. Porém, é necessário debater algumas situações. Como, por exemplo, o desempenho do Wellington à frente da zaga. Infelizmente, o cabeça de área não apresentou rigorosamente nada. Pesado, ele foi atropelado pelos adversários. Não entendi até agora como não foi substituído no intervalo. Voltou para a etapa final e mais uma vez não viu a cor da bola. Para piorar, quase entregou um gol para o RB Bragantino.

Quem também não existiu em campo foi o Luiz Henrique. Impressionante como ele caiu de produção e segue insistindo nos mesmos erros ou será que ninguém se irrita, por exemplo, quando ele dá um tapa na bola e vai ao encontro do adversário para um “trombadão”? Não é possível que ninguém da comissão técnica não enxergue isso! Será que não tem um ser iluminado para orientar o garoto? Até quem nunca deu dois treinos na vida já percebeu isso.

Infelizmente, os dois gols do RB Bragantino saíram através de falhas do Marcos Felipe e Caio Paulista. Ambos marcados na primeira etapa. Um pouco antes de sofrer o segundo, o Fluminense pressionou e até poderia ter empatado a partida.

No segundo tempo, o Tricolor melhorou com as entradas do Kayky e Bobadilla. Porém, não entendi a manutenção do péssimo Wellington e, principalmente, a saída do Ganso, que não fez nada exuberante, mas vinha participando do jogo de forma bem aceitável. 

O Fluminense chegou ao primeiro gol através da jogada de bola parada. Boa cobrança de escanteio batida pelo Egídio, importante desvio do Bobadilla e excelente penetração do Caio Paulista na pequena área para cabecear. A rapaziada lutou até o fim para buscar o gol do empate. É bem verdade que correu sérios riscos, pois cedeu muitos espaços, mas isso é algo que faz parte do jogo.

Merecidamente, o Fluminense chegou ao empate através de um pênalti, que foi muito bem batido pelo Abel Hernández. Empate com cara de vitória, mas ficou a sensação de que se o Roger Machado tivesse tomado algumas decisões mais cedo, o Tricolor poderia até ter saído do Nabi Abi Chedid com os três pontos. De qualquer forma, é justo valorizar o resultado final.

Bola pra frente e foco no jogo contra o Santos. Dá para buscar os três pontos, pois o Fluminense tem mais time. É só não inventar…

Observações:

– Yago Felipe segue sendo “o cara” do atual  Fluminense.

– Caio Paulista brigou com a bola no lance que originou o segundo gol do RB Bragantino, porém, do jeito dele, correu atrás o tempo todo. Foi recompensado com um gol. Falta uma técnica mais refinada para um melhor acabamento das jogadas, mas, atualmente, não dá para imaginar uma escalação ideal sem a presença dele.

– Abel Hernández foi outro que acabou sendo recompensado. O uruguaio lutou bravamente durante os noventa minutos e teve frieza para empatar a partida.

– E o Roger Machado gritando para o Abel Hernández bater o pênalti mesmo com o Nenê em campo? Foi engraçado e decisivo!

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Vinicius Toledo

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