Confronto contra o Atlético-GO, briga pela titularidade, venda de Marcelo Pitaluga e muito mais: leia a entrevista coletiva de Muriel




Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.



Arqueiro concedeu entrevista coletiva antes do treino da tarde desta terça-feira

Na tarde desta terça-feira (15), o goleiro Muriel concedeu entrevista coletiva no CT Carlos José Castilho. O arqueiro falou sobre o confronto contra o Atlético-GO, briga pela titularidade, má fase de Nino, venda de Marcelo Pitaluga, ineficiência defensiva da equipe, falhas individuais dos goleiros e muito mais. Confira abaixo todas as respostas do guarda-redes:

Confronto contra o Atlético-GO

“Um jogo decisivo. Sabemos da importância da Copa do Brasil, campeonato que temos nos dedicado muito, pois sabemos que podemos conseguir grandes coisas. Sabemos que será um jogo muito difícil, assim como tem sido todos os mata-matas até aqui. Viemos de um confronto difícil contra o Figueirense, onde tivemos que reverter o resultado. Temos que ter em mente que jogo não se decide aqui, mas começa a encaminhar. Temos que dar nosso máximo, nos esforçar para marcar e não sofrer gols, para termos uma boa vantagem para decidir fora de casa. Mesmo não tendo o apoio físico dos nossos torcedores, temos que propor o jogo. Estamos jogando na nossa casa, no Maracanã. Mas sempre muito atentos, sem dar espaços ao outro time.

É um adversário muito difícil. Estão há cinco jogos sem perder no Brasileiro. Tivemos a oportunidade de enfrentá-los no Brasileiro. Fizemos um bom jogo, depois ficamos com um jogador a menos e o jogo ficou mais complicado. Infelizmente não conseguimos manter a vitória. Em se tratando de Copa do Brasil, é um ingrediente a mais, onde a estatística e a maneira que o time está jogando ficam de lado, as duas equipes entram para dar o máximo, sem se poupar. É uma equipe muito qualificada, tem boa bola parada. Tem o Kayser, o Chico, o Ferrareis… Tem bastantes chutes de fora da área. Temos que estar muito atentos.”

Premiação da Copa do Brasil

“É um ingrediente a mais, mas, no meu ponto de vista, não dá mais motivação, porque em uma Copa do Brasil a motivação já é vencer, colocar o nome do Fluminense na história. Entramos com foco máximo, buscando a vitória, a classificação. Sabemos que o clube está passando por uma reformulação, estamos muito felizes aqui. Temos que ressaltar o empenho do presidente, sempre foi um cara muito transparente, que tem dado a vida pelo clube. Sabemos dessa importância (financeira), mas nós, com a camisa do Flu, sempre entraremos dando o nosso máximo.”

Ineficiência defensiva da equipe

“Sempre damos o nosso máximo para não sofrer gols. Desde que o Odair chegou temos trabalhado muito a marcação, a compactação. Defender, hoje em dia no futebol, não é apenas parte dos jogadores de defesa, mas de toda a equipe, assim como atacar também. Sempre fazemos uma preparação, conversamos muito para não sofrer gols, mas infelizmente isso acontece, é o objetivo do futebol, a outra equipe dar o máximo para fazer gols. Nos dois jogos que fizemos na Copa do Brasil em casa não sofremos gols e temos que nos espelhar nesses jogos também. É um campeonato diferente, cada jogo é uma decisão. É concentração máxima, força máxima, ter um equilíbrio entre defesa e ataque. Como é um jogo na nossa casa, não podemos abrir mão de atacar, temos que propor o jogo, para que possamos conseguir uma boa vantagem.”

Falhas individuais dos goleiros

“Infelizmente é algo natural no futebol. Todos os jogadores erram, mas quando se trata de goleiros os erros acabam sendo mais expostos, repercutidos. Hoje em dia enfrentamos cada vez mais jogadores com excelentes batidas, com bolas que fazem curvas e isso acaba dificultando ainda mais a vida dos goleiros. Mas isso faz parte. Trabalhamos exaustivamente no dia a dia para evitar ao máximo. Mas temos que saber lidar. Não podemos permitir que essas falhas venham provocar outras falhas. Temos que sempre pensar no próximo lance, no próximo jogo.”

Dificuldade em matar os jogos

“Não é algo que acontece só no Fluminense, mas geral, principalmente no futebol brasileiro. O campeonato está muito nivelado, vemos muitas vezes os times de cima perdendo pontos para os times de baixo. Hoje todo time tem qualidade de jogar, atacar. É algo natural do futebol, quando um time consegue a vantagem, o outro time vai se expor mais, tentar de qualquer maneira buscar o empate. Então temos que buscar esse equilíbrio entre ter a frieza para se defender, saber se portar e não dar espaço para o adversário, mas também não abrir mão do nosso jogo, continuar propondo o jogo, mesmo se estiver em vantagem. Contra o Corinthians, até a metade do 1º tempo tivemos muita tranquilidade para sair de trás, mas o time deles, na medida em que o tempo foi passando, começou a ir mais para cima, então ficou difícil manter a posse ali, controlar o jogo. Estamos trabalhando. Tem jogos que fizemos grande 1º tempo e no 2º deixamos cair um pouco, às vezes o contrário. O jogo pode se resolver em um detalhe, em uma bola parada, mudar em um minuto. Temos que buscar esse equilíbrio.”

Briga pela titularidade

É algo que foi falado desde o início. Não tem a ver sempre com desempenho, mas também em poupar alguns jogadores e ganhar outros, pois sabemos que o campeonato tem um calendário muito apertado, teremos uma sequência muito desgastante até o fim do ano. Vamos conseguir algo grande com o coletivo, e não só com 11 jogadores, e isso motiva mais nosso grupo. Nosso grupo é muito forte, torcemos muito uns pelos outros.

Balanço da temporada

“Sou um cara que me cobro muito para sempre ter um alto nível de performance. Fui muito feliz no ano passado. Nesse ano, em alguns jogos, pude ajudar bastante a equipe. Tive essa lesão no fim do ano passado que atrapalhou um pouquinho o início desse ano, mas nada determinante. Recentemente, tive uma pequena lesão e fiquei uns dias parado. Tenho feito alguns bons jogos para ajudar o time, mas posso crescer ainda mais, evoluir a cada jogo que passa. Cada treino e cada jogo a gente vai pegando mais ritmo e as coisas vão acontecendo ao natural. Estamos no meio da temporada, teve essa parada da pandemia, que é algo novo. Temos muitos jogos pela frente e tenho certeza que crescerei cada vez mais. Estamos em busca de ajudar, dar nosso máximo. Às vezes seremos decisivos fazendo defesas, mas acredito que o papel do goleiro não é só quanto está defendendo, mas também passando tranquilidade para o time, sendo o porto seguro do time em alguns momentos quando as coisas não estão acontecendo bem. Venho buscando evoluir a cada jogo que passa. Não quero que minha melhor temporada fique como a de 2019. Vamos crescer e conquistar títulos juntos aqui no Fluminense.”

Mudanças na zaga e má fase de Nino

“Tanto no futebol quanto na vida é assim. Jogamos em alta performance, em alto nível e temos passar por várias dificuldades, às vezes nem temos tempo para recuperar. É natural. Ninguém conseguirá fazer grandes jogos sempre. Por isso a importância do elenco. Vi isso muito na Europa. O rodízio é algo natural. O Nino é um excelente jogador, muito novo ainda. Entrou em um jogo muito difícil contra o Corinthians, aqueceu em 2 minutos. No primeiro lance já dominou uma bola no peito com muita naturalidade. Fez um excelente jogo. O jogador de futebol quer sempre acertar, fazer um grande jogo, mas nem sempre sai da maneira como queremos. É do ser humano, às vezes vamos oscilar, mas o importante é acreditar no nosso potencial, no nosso trabalho.”

Projeção para o Campeonato Brasileiro 

“Não gosto de fazer projeção a longo prazo. Gosto sempre de pensar o jogo a jogo. Nossa conta no fim do campeonato vai depender do que fazemos agora. Por isso temos que levar cada jogo como uma decisão. É um campeonato longo, disputado, historicamente mostra que fica ainda mais difícil no 2º turno, por isso a importância de fazer um bom início, para que na reta final possamos brigar por algo grande no fim.”

Venda de Marcelo Pitaluga

“Acredito que o Alisson deve ter contribuído com aquilo que ele viu. O Pitaluga está lá pelos méritos dele. Há muito tempo o Liverpool o observava. Conhecemos de perto o potencial que ele tem, o grande goleiro que ele é e, ainda mais, aquilo que ele vai alcançar. Além das quatro linhas, é um excelente garoto, de boa família, pé no chão, não é deslumbrado, trabalha muito. Tenho certeza que ele fará história no futebol. Ficamos muito felizes com isso. Fico feliz também que ele será companheiro do Alisson, que vai poder ajudar, acompanhar ele. É um menino que gosta muito de aprender, está sempre ouvindo. Fico muito feliz com o sucesso dele, é merecedor.”

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Por Explosão Tricolor / Fonte: Globo Esporte

E-mail para contato: explosao.tricolor@gmail.com 

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