Dedo do técnico




Foto: Lucas Merçon/FFC

Buenas, tricolada! Porra, três pontos! É o mais importante diante de quaisquer análises! Sair do Z-4 na última rodada do turno é alvissareiro. Numa boa, o Flu não tem time – e elenco – pra viver a atual situação… De penúria, desmandos, deboche e lástimas.

Mas, verdade seja dita, deixamos a malfada zona de desconforto por causa do São Cássio! O vento inverso, que soprava há tempos nas Laranjeiras, mudou de direção! Já não era hora?

O Fluminense bateu o Corinthians por mísero um a zero por causa de uma falha incomum do goleirão da equipe paulistana. F@%&# o Cruzeiro… O Goiás… O Fortaleza… A Chape… O CSA… O Avaí… Enfim, a nossa briga é contra essa galera!

Entretanto, como é contumaz nas minhas avaliações, não é porque ganhamos um ou dois joguinhos que está tudo ótimo. E não era porque perdíamos, com o Diniz, que estava tudo errado. Beleza! Os pragmáticos afirmarão que os resultados valem mais do que o futebol apresentado. Talvez esta máxima seja rotineira em terras tupiniquins. Mas não significa dizer que o meu gosto pessoal corrobore com ela. EU GOSTO DO JOGO JOGADO! Aliá-lo às vitórias é o melhor dos mundos – mas não existe melhor dos mundos, sabemos.

Queiram ou não, só vimos o uniforme do “amigo” Cássio na peleja deste domingo, pela décima-nona participação tricolor no Campeonato Brasileiro, aos vinte e muitos minutos do primeiro tempo, num peteleco despretensioso do Nenê, que morreu nas mãos do arqueiro inimigo.

No decorrer dos quase 100 minutos de confronto, o FFC pouco incomodou a zaga inimiga. Desperdício de bons contra-ataques, especialmente no segundo tempo, erros de passes absurdos, equívocos na última bola, poucas finalizações, tramas tímidas pelos lados, a nossa defesa perdendo praticamente todos os lances pelo alto, em suma, estas foram as recorrências mais comuns no duelo.

O que foram Gilberto e Nenê – que vinha sendo o nosso atleta mais participativo e eficaz – na partida contra o alvinegro da Terra da Garoa? Não compreendo, aliás, a manutenção do lateral-direito na formação titular do Osvaldo de Oliveira. O mediano Julião nos daria menos sustos e raiva! O cara está com as pregas visivelmente presas. Fora de forma. Lento. Desinteressado. Vulnerável. Mal na marcação e no apoio. Difícil, meu povo!

O dedo do técnico se fez visível na inusitada substituição, por questões técnicas – ou físicas, que o Osvaldo promoveu. As críticas, sob a minha ótica, devem ser proferidas quando achamos necessárias. Ante as vitórias ou as derrotas.

Caceta, o PH Ganso vinha sendo o nosso melhor jogador em campo – mesmo não sendo brilhante. Autor do gol (dane-se que o Cássio o tenha ajudado). Achava os companheiros desmarcados a todo momento. Fazia a transição defensiva com alguma qualidade. Apresentava-se para os companheiros seguidamente – e não exijam correria do malandro. Esta jamais foi sua característica, nem aos 20 anos.

Yony sumido. Nenê irreconhecível. Jotapê em mal dia. E o Osvaldinho retira o nosso camisa 10 pra colocar o Pablo Dyego? Havia outras inúmeras opções. Não que eu tenha desaprovado a entrada do tanque tricolor. Desaprovei a escolha do sacado! Como ainda desaprovo a contratação do Osvaldo para treinador do Fluminense. Como também desaprovo a demora de o cara mexer no time – e as sua visão retrógrada de futebol. Depois os babacas de plantão querem apedrejar o Ganso! É nítido o seu descontentamento com a situação, e eu dou-lhe a máxima chancela! Gostem os meus camaradas leitores ou não!

Creio que a tal substituição poderia desandar a maionese já meio azedada em Álvaro Chaves. É, mas os deuses, lá no DF, eram tricolores, graças aos céus!

Tolerei um pouquinho do que Nino apresentou, assim como as atuações do Caio Henrique e do Allan. Não cobrem do Yuri a arte do desporto, a sutileza das bailarinas do Municipal, porque ele é primeiro-volantão clássico, daqueles que dão carrinhos salvadores quando os atacantes adversários se veem diante do seu guarda-metas. E ele exibiu a sua capacidade de marcação, exercendo jogada similar, no segundo tempo, na ocasião em que um atacante corintiano se preparava pra bater contra o nosso gol, já dentro da área.

Os demais atletas, inclusive os que entraram no decorrer da rinha, foram figurantes de luxo. Pois é, triste detectar o insistente viés coadjuvante de alguns jogadores diante de uns poucos outros, que buscam certo destaque. Da mesma maneira que é desalentador ver o Fluminense com este mesmo contexto de “coadjuvcância” ante os outros gigantes nacionais.

Para encerrar, sejamos sinceros, o Corinthians de Carille é prático. Somente! Eles jogam por uma ou duas bolas. Marcam pacas, costumam fazer um golzinho e goleiam os seus combates com esse tal tento. Um a zero, três pontos, e uma boa colocação na tabela, estes são os seus objetivos. Bom? Talvez sim! Eu aprovo? Tenho que reavaliar os meus conceitos!

Ah, e o Fluzão quebrou alguns tabus do Brasileirão 2019: os gambás não haviam perdido com o zagueirão Gil em campo. Os paulistas vinham de 14 jogos de invencibilidade. Vencemos duas partidas seguidas, se considerarmos que o confronto contra o Palmeiras foi adiado da décima-sexta rodada. Não tomamos gols em dois embates consecutivos, se ainda validarmos o mesmíssimo fator.

Apenas estes parcos itens me deixariam feliz. Mas, não! Minha felicidade advém dos três pontos fundamentais que conquistamos neste domingo, mesmo contra as evidências e diante de um Corinthians (quase) misto – e preocupado com a Sula.

Os matemáticos tricolores (pessimistas) devem entender o seguinte: não importavam as agruras numéricas que a maioria enredava nas suas lamúrias, as contas estapafúrdias para que fugíssemos da degola, e sim a distância que mantínhamos dos rivais imediatamente acima de nossa pontuação. As lógicas caem por água abaixo quando o tema é o Fluminense Football Club. Vocês ainda não aprenderam esta verdade?

Vamos que vamos! O Flu vai se reerguer, apesar dos pesares e dos inimigos que não o querem desfilando no seu lugar de direito!

Saudações eternamente tricolores!

Rapidíssima:

– O beque Lucas Claro e o lateral-esquerdo Orinho estão chegando no Laranjal. Tomara que não sejam mais dois inúteis para onerar a nossa folha salarial. Oxalá eles agreguem valores e honrem o nosso manto. Do zagueirão eu me recordo bem, quando atuava pelo Coritiba. Destacou-se e foi parar no Santos, que ganhou a queda de braços com a gente mesmo. Do lateral, confesso não ter referências.

Ricardo Timon

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