Defesa frágil, ofensividade e respeito ao Flu: jornalistas colombianos analisam o Millonarios




Millonarios (Foto: Divulgação)



Em entrevista concedida ao portal Globo Esporte, os jornalista Marden Devia e Antonio Cortes, ambos da rádio RCN, e José Orlando Ascencio, do diário El Tiempo, analisaram o Millonarios, da Colômbia, que enfrentarão o Fluminense na segunda fase preliminar da Copa Libertadores da América. Confira abaixo:

Como joga o Millonarios?

José Orlando Ascencio: “É uma equipe muito ofensiva, com dois extremos, com um camisa 9, que era o Uribe (ex-Flamengo), mas que saiu para o Junior Barranquilla. Mas que mantém uma ideia quase sempre. O time tem um jogador na lateral-direita, que é o Román, que por muito pouco não foi para o Boca Juniors, mas teve um problema de saúde. Tem o Daniel Ruiz, que é um dos extremos e teve muitos bons resultados.

Marden Devia: “O Millonarios é uma equipe jovem, que normalmente joga no ataque. Sua característica é um esquema 4-3-3. Defesa com alas que vão para o ataque. Dois volantes centrais, um organizador. Jovens extremos com velocidade. E um central de frente. Desse esquema, o artilheiro Uribe foi para o Junior Barranquilla, assim como seu segundo meio-campista Giraldo”.

Antonio Cortes: “É um time que aposta muito no meio de campo, com Emerson Rodríguez, David Silva, um homem de referência da equipe, e o jovem Emerson Rodríguez, David Silva. Neste semestre, deram bom resultado e mostraram que é a parte forte da equipe, onde se origina o futebol.

Quais os pontos fortes do time?

José Orlando Ascencio: “O ponto forte é o ataque. É uma equipe que ataca muito e ataca bem. Sai muito pelas laterais, principalmente pelo lado direito”.

Marden Devia: “É um time ofensivo, que joga para o ataque, mas que perdeu o artilheiro Uribe e busca outro atacante”. É um time que joga para frente, com alas e jovens rápidos”.

Antonio Cortes: “O ponto forte do time é o meio-campo, com Emerson Rodríguez, David Silva e Emerson Rodríguez, David Silva”.

E os pontos fracos?

José Orlando Ascencio: “O ponto fraco é a defesa. Mas creio que conseguiram solucionar um ponto fraco que era um goleiro. O time não tinha um goleiro consolidado este ano. Mas contratou Montero, que era titular do Tolima e defende a Colômbia. Outro ponto é que o time é um pouco desequilibrado, por ter muita vocação ofensiva, acaba sofrendo na defesa”.

Marden Devia: “Seu ponto fraco é a defesa. Não tem muita experiência internacional”.

Antonio Cortes: “Seu ponto fraco é o esquema defensivo. Vimos que mantiveram muitos jogadores, e jogadores que cometeram muitos erros, erros que fizeram o time ficar de fora da grande final. Erros garrafais. O Millonarios perdeu muito por esta razão e ficou de fora da final do colombiano disputada entre Deportivo Cali e Tolima”.



Como é jogar no El Campín?

José Orlando Ascencio: “É um estádio muito bom. Melhoraram a iluminação, o gramado está em ótimo estado. É um estádio funcional e grande”.

Marden Devia: “O estádio recebe 35 mil pessoas nas arquibancadas. Tem boa grama. Tem um campo grande”.

Antonio Cortes: “El Campín é um dos melhores estádios do futebol colombiano. Eu diria que se ele não é o melhor, mantém muito bem a grama, sua iluminação é moderna, que foi recém trocada. Tem boa drenagem, boa grama, um estádio ideal para qualquer liga, qualquer jogo, até para os brasileiros que gostam muito de trocar passes com a bola.

Como foi a reação dos torcedores ao saberem que o adversário seria o Fluminense?

José Orlando Ascencio: “Demonstraram muito respeito pelo Fluminense e o consideram o favorito para avançar nessa chave. Sabemos que estão se reforçando, buscando jogadores para a Libertadores. Por isso, têm muito respeito, pensam que é a chave mais dura que poderiam ter”.

Marden Devia: “Na Colômbia há muito respeito pelas equipes brasileiras. A primeira coisa que o torcedor pensa é no segundo jogo, no Rio, eles acham difícil pelo que significa um rival brasileiro”.

Antonio Cortes: “Existe um respeito grande, é um rival histórico e brasileiro. Que vem participando da Libertadores, uma grande equipe”.

Qual é o estilo de jogo do treinador e como está a relação dele com o clube?

José Orlando Ascencio: “O treinador está muito bem, tem o respaldo da direção. Chegou às semifinais. Lutaram pela classificação. Renovou o contrato por mais dois anos, existe um plano a longo prazo com ele. Para o futebol colombiano é muito tempo.

Marden Devia: “O treinador é Alberto Gamero, um bom treinador, que trabalha com divisões de base. Ele subiu muitos jogadores. Fez uma boa campanha na temporada. Trabalhou bem sem ter a melhor folha de pagamento, sem ter feito contratações”.



A equipe está em busca de reforços ou passa por reformulação?

José Orlando Ascencio: “O time perdeu o Giraldo e o Uribe, o goleador da equipe. Perdeu jogadores importantes. Está buscando um goleador. Estão conversando com Caicedo, do Tolima. Estão buscando um zagueiro central também. O time não tem recursos nessas posição. O time também está buscando um volante de recuperação e um de marcação.

Marden Devia: O time perdeu o Uribe e o Giraldo para o Júnior. Procura agora um artilheiro que possa ser o Caicedo, do Tolima, para dar continuidade. E contratou o goleiro Montero, do Tolima.

Antonio Cortes: “O time está passando por uma reformulação e precisará se reforçar para tentar passar de um rival como o Fluminense. O time está em processo de reforçar para tentar disputar a Libertadores. Até o momento, jogadores importantes saíram. Uribe, o goleador do time. Giraldo, um volante de recuperação, um dos melhores jogadores.

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Por Explosão Tricolor / Fonte: ge

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