O Fluminense teve o clássico nas mãos, mas sucumbiu diante de erros defensivos e substituições que desfiguraram o time. É hora de cobrar e estabelecer prioridades.
(por Vinicius Toledo)
Fala, galera tricolor.
Que noite de “m” no Maracanã, hein? O Fluminense foi do céu ao inferno em poucos minutos. A equipe abriu o marcador com menos de um minuto e teve chances claras de ampliar antes de descer para o intervalo. O Vasco, simplesmente, não viu a cor da bola no primeiro tempo.
Mas já não é a primeira vez que isso ocorre. O time completo tem “gastado a bola”, apresenta volume de jogo e enfileira chances reais, mas não consegue resolver os jogos cedo. E no futebol, quem não faz, leva.
As substituições e o nó tático
Na etapa final, o Fluminense voltou com Otávio no lugar de Martinelli. Controle de carga? Não sei. Só sei que o camisa 8 era um dos melhores em campo e uma das referências técnicas do atual time. Mesmo assim, a rapaziada ampliou com um golaço de Hércules, após uma jogada belíssima de Lucho Acosta, Savarino e John Kennedy.
O problema começou na sequência. JK, que fazia bom jogo, saiu lesionado. A dupla “Sava-Lucho” também saiu. Para completar, Canobbio — o jogador mais importante tática e fisicamente — também foi sacado. Resultado? Impossível não dar “m”.
Do outro lado, restou ao Renato Gaúcho a velha tática de empilhar atacantes e jogar bola na área. Deu certo, pois ele soube aproveitar a nossa crônica fragilidade defensiva no jogo aéreo. Jemmes e Ignácio deram mole, e achei que duas bolas eram defensáveis.
Espinha dorsal quebrada
Não dá para apontar apenas falhas individuais. O Fluminense perdeu sua espinha dorsal técnica, física e tática com as trocas. O time perdeu o meio de campo e as laterais viraram avenidas. Os reservas não sustentaram o resultado diante de um adversário limitadíssimo, que teve apenas o mérito de correr e aproveitar as brechas.
Vale lembrar que o problema pelo alto não é novo. Freytes, que ficou de fora, é mestre em falhar nesse quesito. Foi uma derrota inaceitável e vergonhosa.

Cobrança e Realidade
O Zubeldía realiza um excelente trabalho, mas isso não o isenta de críticas. O calendário apertado dificulta o entrosamento dos reforços, mas isso vale para todos os clubes. Ter coragem para assumir riscos e colocar a melhor formação possível em campo é essencial para quem ambiciona grandes conquistas.
E a diretoria entra no bolo: o clube precisa estabelecer prioridades. Alguém acha que o Fluminense tem elenco para brigar no topo pelo Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil ao mesmo tempo? Nem Flamengo e Palmeiras aguentam.
O ano de 2023 é a maior prova: a eliminação nas oitavas da Copa do Brasil para o Flamengo foi o que deu fôlego físico para focarmos e vencermos a Libertadores. Agora é respirar, aprender a lição e entender que sábado é “vencer ou vencer”.
Forte abraço e ST!
⚠️ PLANTÃO: Últimas notícias do Fluminense [Clique aqui para ver o resumo de todas as movimentações de hoje]
Compartilhe o artigo em suas redes sociais!
Siga o Explosão Tricolor no WhatsApp, Facebook, Instagram e Rede X
E-mail para contato: explosao.tricolor@gmail.com
