É esse o tal do outro patamar?




Evanilson (Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC)

O que falar sobre o arrepiante Fla-Flu, válido pela semifinal da Taça Guanabara? Um verdadeiro carrossel de emoções! E que mais uma vez comprovou que esse clássico possui uma magia diferente. Sempre foi assim. E sempre será.

No outro lado, um time que é, disparadamente, o melhor do continente, cheio dos milhões e recheado de craques. Do lado de cá, um time humilde em fase de construção.

Apesar da vantagem do empate, a missão tricolor era complicada. E quando a bola rolou diante de 60 mil presentes no Maraca, a coisa ficou muito feia, muito mesmo.

De cara, um gol sofrido logo no primeiro minuto. Isso em clássico é muito complicado. Não à toa, o Flamengo fez o segundo logo depois. E aí, bateu o medo. O Fluminense até tentava trocar passes, mas a marcação rubro-negra era implacável. Quando um jogador tricolor recebia a bola, logo vinham dois ou três adversários sufocando os comandados de Odair Hellmann.

Com toda sinceridade, o placar de 2 a 0 na etapa inicial ficou barato para o Fluminense. O time estava desnorteado, entregue, surrado, humilhado, etc…

O intervalo de jogo foi um dos piores momentos da minha vida de torcedor dentro do Maracanã. Passou de tudo pela minha cabeça. Até de ir embora. Porém, enquanto existir o famoso 0,01% de esperança, o lado torcedor jamais morrerá. Sendo assim, subi o túnel e resolvi encarar a etapa final. E não me arrependi.

Por muito pouco, o Evanilson não diminuiu o placar assim que a bola rolou. A torcida, que estava abalada, escolheu a opção de lutar até o fim. A forma que a massa verde, branca e grená empurrou o time no segundo tempo foi um dos atos de fé mais bonitos que já vi em toda minha vida. Foi emocionante mesmo. Só quem esteve presente no estádio sentiu essa energia.

Apesar do terceiro gol sofrido, o Fluminense lutou bravamente. As entradas do Caio Paulista e, principalmente, do Fernando Pacheco mudaram o ataque. Na verdade, o peruano destruiu o lado esquerdo rubro-negro com belos dribles e muita velocidade. Empolgou muito mesmo!

Com muita entrega, o Tricolor buscou dois gols e, consequentemente, entrou de vez no jogo diante de um Flamengo que já não exibia tanta intensidade para marcar e atacar. Sendo assim, só deu Fluminense, que teve dois gols anulados e um pênalti, que, segundo alguns comentários, não foi dado por conta de um suposto impedimento. Sentindo o calor dado pelo Fluminense, os rubro-negros apelaram para sucessivas ceras. Chegou a ser constrangedor. É esse o tal do “outro patamar”? 

Infelizmente, o gol do empate, que daria a vaga ao Fluminense, não veio. E, pelo que foi o segundo tempo, não seria injusto se tivesse vindo, pois premiaria a coragem tricolor e puniria a postura de timinho do todo poderoso Flamengo.

No entanto, a atuação do segundo tempo foi digna de muitos aplausos e, principalmente, orgulho. Na minha visão, Odair Hellmann errou na escalação e não teve coragem de substituir já na primeira etapa, mas isso é papo para outro dia.

Contra tudo e contra todos, a luta continua.

Forte abraço e ST!

Vinicius Toledo



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