É possível pagar a dívida do Fluminense?




É POSSÍVEL PAGAR A DÍVIDA?

Fala torcida tricolor!

Antes de mais nada, gostaria de agradecer imensamente o feedback recebido sobre a matéria “R$ 45 milhões: Entendendo a redução das dívidas”, que publiquei aqui no Explosão Tricolor. É muito gratificante saber que o assunto foi bem recebido por vocês!

Como não quero ficar conhecido como “O Cavaleiro do Apocalipse Tricolor”, pretendo nesse texto trazer algumas ideias sobre o que poderia ser feito para reduzir nos próximos anos e de forma sustentável os cerca de R$ 700 milhões de dívidas que o Fluminense possui. A nossa torcida é gigante e tenho certeza de que muitos de vocês tem ótimas ideias a compartilhar e que deveriam ser ouvidas em algum canal do clube. 

A verdade é que muitas estratégias podem ser adotadas pela gestão, portanto citarei três das quais na minha opinião são as mais importantes. Deixando claro que irei me ater apenas às medidas administrativas, ok? Então vamos nessa!

SER AGRESSIVO NO ORÇAMENTO

Um dos grandes consumidores dos combalidos cofres do clube são as despesas com os departamentos que não estão diretamente ligados ao futebol. Minha ideia para esse tópico é que se faça uma revisão de todos os processos realizados por cada área com o objetivo de modernizar os departamentos, pagar salários condizentes com o mercado e de acordo com a função de cada funcionário, eliminar gastos desnecessários com serviços contratados e extinguir áreas que dão prejuízos, como os famosos Esportes Olímpicos. Traçar metas agressivas na redução das despesas que não estão ligadas ao futebol seria um pontapé inicial.

PLANEJAMENTO E DESTINAÇÃO DAS RECEITAS

Todos sabemos que o Fluminense tem como principais receitas as cotas de transmissão dos jogos para a TV, os patrocínios e a venda de jogadores de futebol. Também não é segredo que o nosso clube tem muita dificuldade com a geração de caixa para pagar suas dívidas, e está sempre no vermelho. Mas e se fosse possível melhorar o planejamento de como gastar as receitas que temos?

Uma ideia para atacar esse problema seria definir percentuais (%) fixos sobre cada receita que entra no clube para obrigatoriamente liquidar determinadas dívidas. Creio que isso facilitaria inclusive a renegociação de prazos e traria maior credibilidade ao Clube.

“Mas Yuri, e como prever as penhoras que limpam nosso bolso da noite pro dia e que podem atrapalhar esse plano?”

NEGOCIAÇÕES E ACORDOS

De fato, as penhoras atrapalham e muito o planejamento de como o Fluminense gasta o seu dinheiro, porém, se mantivéssemos um fluxo de acordos pagos, focando naqueles onde há maior chance de perda iminente, não seria possível reduzir as “penhoras surpresas”? A realização de acordos permite ao clube reduzir valores de processos em que o Departamento Jurídico avalia que provavelmente perderá, além de negociar prazos dos pagamentos para que seja possível se planejar melhor. 

Lembrando que o segundo informação dada pelo próprio Mário Bittencourt em sua última coletiva de imprensa, o ato trabalhista ao qual o Fluminense havia aderido em 2011 se encerrou recentemente, trazendo à tona o risco de sofrermos novas penhoras na justiça. 

Precisaremos atacar esse problema de frente!

A luz no fim do túnel existe, mas para alcançá-la é necessário saber onde estamos, onde queremos chegar e como percorrer esse caminho. Isso se chama planejamento.

Um grande abraço e ST!

E você, tem outras ideias que possam ajudar o Fluzão? 

Comentem aí e vamos juntos pensar em maneiras de fazer acontecer!

Yuri Cardoso

Twitter: @SoeiroYuri

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