Eliminação na Copa do Brasil causa rombo financeiro no Fluminense; entenda o cenário






Os primeiros sintomas da recente eliminação do Fluminense na Copa do Brasil são financeiros e causam um rombo no orçamento. Nos cálculos previstos pela diretoria em 2020, feitos já após a queda na Copa Sul-Americana, foi orçada uma premiação de R$ 11,8 milhões na competição nacional. Para atingir esse valor, o clube precisaria chegar às quartas de final da competição, mas acabou caindo antes mesmo das oitavas. O lucro obtido até a quarta fase do torneio foi de R$ 5,9 milhões, praticamente metade da estimativa.

O orçamento de 2020 calculou um superávit do exercício de R$ 9 milhões. Com R$ 6 milhões a menos do previsto na Copa do Brasil, esse cálculo já cai para R$ 3 milhões, o que ainda fecharia o ano no azul. Mas para isso, o clube precisará atingir outras metas de receita, como por exemplo em venda de jogadores, estimada em R$ 70 milhões. Até o momento, a diretoria obteve pouco menos da metade disso com as saídas de Evanilson (Porto-POR), Gilberto (Benfica-POR), Pitaluga (Liverpool-ING), Orejuela (Querétaro-MEX) e o empréstimo de Marlon (Trabzonspor-TUR): cerca de R$ 33 milhões.

A situação fica ainda pior diante dos salários atrasados. Jogadores e funcionários receberam só 50% de julho, restando ainda o pagamento da outra metade do mês e 100% de agosto – a remuneração de setembro vence em breve, no quinto dia útil de outubro. Além disso, os atletas que recebem direito de imagem estão desde junho sem o pagamento. A diretoria contava com a premiação de R$ 2,6 milhões pela classificação às oitavas para começar a acertar as pendências.



Por Explosão Tricolor / Fonte: ge

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