Em texto, Walter Casagrande sinaliza preocupação com descontrole emocional do Fluminense




Fernando Diniz (Foto: Mailson Santana / Fluminense F.C)



“Bate-boca entre Braz e Keno evidencia o descontrole emocional do Fluminense” (por Walter Casagrande

O Fluminense atravessa momento de mais instabilidade nesta temporada. Não apenas por causa dos últimos resultados e o grande número de gols sofridos nos últimos seis jogos do Brasileirão, mas também devido ao relacionamento entre os seus atletas.

O novo episódio que deixa a torcida tricolor ainda mais preocupada para a final da Copa de Libertadores, no próximo sábado (4), contra o Boca Juniors, ocorreu na noite de ontem (28), na derrota do time misto do Flu para o Atlético-MG — alguns titulares nem viajaram para Belo Horizonte.

No banco de reservas, o zagueiro David Braz e o atacante Keno protagonizaram um bate-boca e alguns companheiros de time tiveram que intervir, pois a situação estava prestes a se tornar física. Isso ocorreu no segundo tempo da partida realizada na Arena MRV, quando o placar ainda estava 1×0 para o Galo, e a transmissão da TV mostrou a discussão ao vivo.

Foi um desentendimento momentâneo ou algo já havia acontecido entre os dois?

A realidade é que o time de Fernando Diniz está emocionalmente descontrolado, talvez devido aos péssimos resultados dos últimos jogos, e isso está interferindo nas relações.

Com a derrota por 2 a 0 para o Atlético-MG, os números pioraram ainda mais. Agora são quatro tropeços, um empate e uma vitória nas últimas seis rodadas do Brasileirão. Além disso, o sistema defensivo também preocupa, pois neste recorte o Tricolor sofreu 14 gols e marcou oito, o que dá o saldo de -6. Já havia alertado sobre isto durante a semana, após a vitória sobre o Goiás.

Em 2020, quando Fernando Diniz treinava o São Paulo, os comentários e elogios ao seu trabalho eram os mesmos deste ano. O Tricolor do Morumbi estava na liderança do Brasileirão, sete pontos à frente de Atlético-MG e o Flamengo. No entanto, o clube paulista parou de jogar de repente e começou a sofrer gols sem parar.

Em um jogo em Bragança Paulista — em janeiro de 2021 por causa da Covid —, houve aquela cena grotesca e desrespeitosa de Diniz com Tchê Tchê, quando chamou o volante de “perninha” e “mascaradinho do c…” durante a derrota do São Paulo por 4 a 2 para o Red Bull Bragantino. A partir dali, tudo desandou na equipe do Morumbi, que liderava a briga pelo título nacional.

Talvez, hoje ou amanhã, digam que está tudo resolvido entre Braz e Keno e que foi apenas algo normal. Talvez já tenham até pedido desculpas. Mas isso não é verdade, pois essa discussão no banco de reservas nunca está nos planos das relações do futebol. Além dos péssimos resultados, há algo mais em torno deste bate-boca.

Por isso, vejo muitas semelhanças no atual Fluminense com aquele São Paulo de 2020/21.

Faltando pouco menos de uma semana para a decisão contra o Boca Juniors, no sonho inédito do Flu para conquistar a América em pleno Maracanã, me pergunto o que pode ter ocorrido para que dois colegas de time quase chegassem às vias de fato no banco de reservas?

O que está acontecendo que não está sendo dito?

A história está se repetindo, mas agora no Fluminense.

Fernando Diniz está perdendo o controle de seu grupo?

Por que os nervos estão à flor da pele?

Ansiedade, frio na barriga, tensão, uma certa insônia antes de uma final importante são normais, mas dois jogadores quase brigarem no banco de reservas, sabendo que a televisão irá filmar e transmitir ao vivo, e não conseguirem se controlar, não é uma situação normal. Venho chamando atenção para todos esses detalhes há uma semana.

Dizem que há coisas que só acontecem com o Botafogo, mas também há coisas que só acontecem com Fernando Diniz.

Tecnicamente, o Fluminense é melhor que o Boca. Mas se continuar jogando desta forma, não conseguirá vencer. Os argentinos estão assistindo a tudo isso acontecer com o time brasileiro e sabem muito bem como desestabilizar os adversários.

Até a próxima sexta-feira (3), véspera da final da Libertadores, tudo terá que estar resolvido e uma vitória em Salvador contra o Bahia, terça-feira (31), na noite de Halloween, se tornou extremamente importante para recuperar a confiança do grupo.

Será péssimo chegar à final com mais uma derrota.

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Por Explosão Tricolor

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