Empresa solicita penhora milionária de parte da venda de Pedro






Mais uma herança maldita da “Era Flusócio”

O Fluminense recém vendeu o atacante Pedro, porém corre o risco de não receber todo o valor combinado com a Fiorentina. Segundo o portal GloboEsporte.com, a MPI S.à r.l., uma empresa sediada em Luxemburgo, pediu na Justiça do Rio de Janeiro o bloqueio de R$ 11.823.396,30 referentes à negociação. Trata-se de 32,3% do total a ser arrecadado pelo clube das Laranjeiras.

A solicitação ainda será analisada pela juíza Flavia Justos, da 38ª Vara Cível do Rio. A tendência é a de que uma decisão seja proferida ainda nesta semana. Vale ressaltar que a venda de Gerson foi realizada em 2015, durante a gestão do ex-presidente Peter Siemsen. Porém, a empresa, que era detentora de 12,5% dos direitos do jogador, jamais recebeu qualquer repasse.

Presidente Mário Bittencourt tentou um acordo

Assim que assumiu o cargo, o presidente Mário Bittencourt iniciou uma série de tentativas para evitar penhoras por conta de dívidas antigas. Com a MPI, em julho, houve concordância, aceita pela Justiça, para suspender o processo por 30 dias. O pedido foi uma tentativa de alcançar consenso sobre o parcelamento do valor devido.

No entanto, as partes não conseguiram chegar a acordo. Sendo assim, a defesa de MPI fez uma petição no último dia 2 de setembro. Nela, além de informar a impossibilidade do acordo, informou que o Fluminense vendeu Pedro e pediu o bloqueio de R$ 11.823.396,30 (valor novamente atualizado por multa e juros) especificamente da negociação.

Venda do Pedro

A Fiorentina desembolsará um total de € 11 milhões (R$ 50,2 milhões) pelos direitos econômicos de Pedro. Deste valor, o Fluminense ficará, inicialmente, com € 8 milhões (R$ 36,5 milhões) e o restante ficará com a Artsul, clube-empresa de Nova Iguaçu que dividia de forma igualitária (50% e 50%) os direitos econômicos do jogador de 22 anos.

O negócio ainda poderá render uma quantia futura ao Fluminense. Isso porque os italianos concordaram com a exigência do clube de Laranjeiras de manter 20% dos direitos econômicos do centroavante. O Tricolor e Artsul acordaram dividir o valor obtido em uma futura venda.

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