Em coletiva marcada por áudio ruim e poucas respostas concretas, Mattheus Montenegro deixa torcida apreensiva sobre a chegada do novo “camisa 9” e o futuro da SAF.
(por Lindinor Larangeira)
Galera, não sei se vocês tiveram a mesma impressão que eu, mas a primeira coletiva do presidente Mattheus Montenegro me deixou bastante preocupado.
Além do péssimo áudio, que dificultava a compreensão das perguntas dos jornalistas a quem acompanhava pela FluTV, as respostas do mandatário deixaram mais dúvidas do que esclarecimentos. A única novidade foi a definição do cargo do ex-presidente Mário Bittencourt como diretor geral do clube. Seria um ensaio para a futura função de CEO?
Deixando o futuro para o devido momento, o que me causa apreensão é o presente do Fluminense: o Campeonato Carioca já em curso e o Brasileirão no final do mês.
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Déjà vu?
Embora tenha sido a coletiva inicial do novo mandatário, a sensação de Déjà vu (o “já visto”) foi imensa. Estamos começando a temporada sem um centroavante confiável e não vi qualquer resposta que apontasse no sentido de resolver essa que é a maior lacuna do elenco. No chat da live, a pergunta mais repetida foi: “Cadê o 9?”. E a resposta não foi dada.
Se sobre Savarino o presidente foi direto (“acabou a negociação”), e sobre Hulk nem tanto (embora a sinalização vá nessa direção), não houve esclarecimento se existe um “Plano B” para essas contratações que não se realizaram.

Estamos bem servidos de zagueiros? “Fala sério, presidente…”
Outro sonho de consumo da torcida tricolor, o retorno de Nino cada vez mais parece o sonho de uma noite de verão. Na opinião do presidente, “estamos bem servidos de zagueiros”. Divirjo.
Além da volta, hoje improvável, de Nino, pelo menos mais um zagueiro deveria ser contratado. Ignácio, Freytes, Jemmes, Igor Rabello, e os garotos Davi Schuindt e Loiola é o que temos para hoje. Lembrando que Ignácio e Rabello são frequentadores constantes do Departamento Médico…
A ameaça chamada SAF
Até o final do primeiro trimestre, a — até agora única e péssima — proposta de SAF deve esquentar os debates no clube. Montenegro afirmou que duas comissões serão criadas para aprofundar as discussões e que a torcida terá todas as informações. O presidente também salientou que busca um aumento nos valores da proposta, o que corrobora a opinião de quem avalia a atual proposição como ruim.
Enquanto os clubes mais vencedores da atualidade não são SAFs, vemos o que acontece em instituições como Vasco, Botafogo e Atlético Mineiro. Sem falar no Fortaleza…
A grande mudança vista na coletiva foram as respostas mais objetivas, sem o tom professoral do antecessor. No mais, um sentimento de “mais do mesmo”, embora o novo presidente continue e mereça ter o crédito de confiança da torcida. Lembrando que crédito não tem prazo indeterminado.
PS: “Xerém é muito importante”, disse o presidente. Se é assim, duas observações: é preciso cuidar melhor da transição para o profissional. Se não é para disputar a Copinha pra valer, melhor nem disputar.
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