Por Vinicius Toledo
É, torcida tricolor, infelizmente não deu. Fim de papo para o Fluminense na Conmebol Libertadores 2026. Faltou pouco, bem pouco mesmo, para disputarmos a terceira final continental da nossa história. No entanto, a eliminação veio através da disputa de pênaltis após uma justa vitória por 1 a 0 no tempo normal.
O time lutou bravamente durante os 90 minutos. Isso é inegável. Porém, o técnico Marcão mais uma vez demorou para mexer na equipe.

Erros de leitura e substituições tardias
Na parada técnica do segundo tempo, o treinador pediu que o time esquecesse a tática. Dessa forma, ele orientou a equipe a jogar com o coração em direção à linha de fundo. Afinal, o Palmeiras já não queria mais nada na partida. Ainda faltavam 23 minutos de jogo e mais os acréscimos.
O problema é que ele acreditou em jogadas de fundo com Canobbio e Kevin Serna, que não possuem o drible como virtude. Por falar no uruguaio, por qual motivo ele permaneceu em campo até o final?
Além disso, Wesley Natã só entrou aos 35 minutos da etapa final. Mais uma vez, o garoto resolveu a jogada. O moleque deu o passe preciso para Hércules abrir o placar no Nubank Parque. Por que a demora em colocar o jovem atacante?
Outro ponto grave foi a demora em tirar o Ganso, que saiu apenas no finalzinho. Por sua vez, o atacante Hulk, dono do maior salário do elenco, apareceu como o quinto na lista dos pênaltis. Ele pipocou ou o técnico planejou mal a ordem?
Gestão de futebol e bastidores financeiros
O Flamengo e o Palmeiras são as duas maiores potências do futebol sul-americano. Sendo assim, o papel do Fluminense na competição foi de certa forma digno. Mas a impressão que fica é muito clara para o torcedor. Se o clube tivesse uma boa gestão de futebol, sem rasgar dinheiro em contratações equivocadas, o time poderia ter ido mais longe.
Agora, a luta do Fluminense volta a ser por uma vaga na Libertadores de 2027 pelo Brasileirão. Isso é plenamente possível, já que o G-5 pode virar até um G-9 na tabela.
Já fora de campo, o Fluminense possui um caminhão de problemas para resolver. Com mais de R$ 1 bilhão em dívidas, o orçamento prevê pouco mais de R$ 200 milhões em vendas de atletas. Além disso, a questão do patrocínio máster segue em situação bastante delicada.
A diretoria tricolor reza pelo retorno das bets, assim como todo o futebol brasileiro. Somando o patrocínio e as placas de publicidade, a arrecadação anual com a Superbet girava em torno de R$ 100 milhões. Porém, quem conhece o mercado sabe muito bem que não está fácil encontrar novos parceiros no momento.
Vamos aguardar os próximos passos do Fluminense.
Forte abraço e Saudações Tricolores!
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