Fluminense encerra ação de Diego Cavalieri e levanta parte da penhora para pagar salários; veja os valores






De acordo com o portal GloboEsporte.com, nos últimos dias, o Fluminense terminou de pagar a ação de Diego Cavalieri, da qual sofria penhora desde 2018. Atualmente no rival Botafogo, o goleiro foi a demissão mais impactante e um caso emblemático da polêmica “dispensa de jogadores por WhatsApp” no clube tricolor no fim de 2017.

Cavalieri além de titular na época tinha muita história no Fluminense, onde chegou em 2011, disputou 352 jogos e foi um dos principais nomes no título brasileiro de 2012. Dispensado dois anos antes do fim de seu contrato, ele moveu ação na Justiça no valor de R$ 6.105.124,74. Após entrar em acordo com a diretoria, ainda na gestão Pedro Abad, os termos foram os seguintes (valores em R$):

  • 538.901,01 referente a FGTS a ser pago até 15/02/2018;

  • 623.973,89 até 15/02/2018;

  • 2.325.761,80 até 15/4/2018;

  • 2.616.481,98 em 18 parcelas de R$ 145.360,11, a partir de 15/5/2018;

  • Obs: em caso de atraso, multa de 30%, correção pelo IGPM-FGV e juros de 1% ao mês.

O Fluminense pagou R$ 3.416.310,99 dentro do prazo. O valor equivalia a 56% da dívida total na época. Porém, não honrou o restante do compromisso nas datas do acordo. Sendo assim, passou a ser alvo de penhoras judiciais a partir de setembro de 2018. Desde então, foi bloqueada a quantia de R$ 7.061.746,93, da qual Cavalieri pegou mais R$ 2.506.216,06, enquanto o clube levantou R$ 1.440.000,00.

Mas o saldo devedor atrasou a conclusão do processo. Os advogados de Cavalieri se basearam na multa e correção e cobravam mais R$ 2.702.893,03 para a quitação, enquanto a diretoria, já na gestão Mário Bittencourt, contestou a porcentagem de 30% do atraso e o valor maior. Após decisão da juíza Cristina Almeida de Oliveira, da 31ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, o goleiro ficou com mais R$ 1,7 milhão, aproximadamente, encerrando a ação em cerca de R$ 7,6 milhões.

O Fluminense, por sua vez, levantou mais R$ 1 milhão para o clube, que usou todo o dinheiro desbloqueado da ação para ajudar a pagar os salários atrasados de jogadores e funcionários. Com a situação de Cavalieri resolvida, a diretoria atual concluiu o terceiro dos sete casos das polêmicas “dispensas pelo WhatsApp”. Antes do goleiro, foram quitados os processos do lateral Wellington Silva (cerca de R$ 1 milhão) e do atacante Robert (aproximadamente R$ 1,5 milhão).

Ainda faltam ser resolvidos os processos dos zagueiros Artur (R$ 460 mil) e Henrique (R$ 9,1 milhões), e dos meias Higor Leite (R$ 250 mil) e Marquinho (R$ 10,3 milhões). As dispensas dos sete jogadores em 2017 tinham o objetivo de gerar a economia de R$ 20 milhões em salários até o fim dos contratos, mas viraram bolas de neve nos tribunais.

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Por Explosão Tricolor / Fonte: GloboEsporte.com

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