Fluminense vence o nervosismo, a altitude e o Once Caldas




Thiago Silva (Foto: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC)

Fluminense vence o nervosismo, a altitude e o Once Caldas (por Lindinor Lrangeira)

A temporada do Fluminense começou em 1º de Abril. Não, não é mentira. O planejamento equivocado do candidato a CEO custou o primeiro trimestre do ano. A manutenção absurda do medíocre Mano Menezes, treinador covarde e superado, além de péssimo gestor de grupo, foi um erro gravíssimo.

A partida do Dia da Mentira poderia ter sido um desastre, mas o tricolor conseguiu superar o nervosismo inicial, a altitude e o limitado, mas aguerrido, Once Caldas.

Os destaques foram Fábio, Thiago Silva, Arias e Cano. O goleiro fez três defesas milagrosas. O capitão jogou por ele e por Freytes. O colombiano mais amado do Brasil, quando entrou no jogo, foi o responsável pelos melhores momentos do time. E o artilheiro teve duas chances e não desperdiçou a segunda oportunidade.

Em relação a Fábio, se aquela velha máxima de que “futebol é momento” ainda vale, é incompreensível que o melhor goleiro em atividade no território nacional não seja lembrado para a seleção.
Sobre a partida, o Fluminense começou nervoso e inseguro. Quase levou um gol aos dois minutos, não fosse a primeira intervenção milagrosa do goleiro. A partir dos 20 minutos, colocou os nervos no lugar e a bola no chão, passando a controlar o jogo. O gol chegou, por óbvio, em jogada de Arias, convertida por Cano.

No segundo tempo poderia ter matado o jogo, perdendo dois gols absolutamente feitos. No final, passou por um desnecessário sufoco, com direito a um verdadeiro gol de goleiro, uma defesa de mão trocada de Fábio. Repito: melhor goleiro atuando no Brasil.

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Nessa estreia, valeram os três pontos, o dinheiro em caixa e a tranquilidade para a sequência da temporada. De preferência com o novo treinador.

PS1: Se continuarem insistindo em Freytes como titular, vão queimar o jogador, que não é ruim. Está em péssima fase e sem confiança. Tem que ir para o banco para ser preservado e preservar a paciência da torcida.

PS2: Renê é mediano. Jogador apenas para composição de elenco. Precisa do apoio de um primeiro volante pegador e de um posicionamento melhor do time em campo.

PS3: Everaldo, ou Eve, como ele prefere, continua a ser o jogador anódino do Bahia. Quando voltar a ser o artilheiro da Chapecoense, se é que vai voltar, pode ser útil. Por enquanto, não justificou a contratação.

PS4: Colocar Hércules de primeiro volante é não potencializar o bom futebol dele.

PS5: Lezcano, no pouco tempo que esteve em campo, demonstrou qualidades. Poderia ter sido premiado com um belo gol de cabeça, evitado pela trave.

PS6: Entre o “alemão” Hellmann e o argentino Milito, fico com o milongueiro, mas sem muita animação.