Impressões sobre os amistosos do Fluminense contra o Botafogo




Nino (Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC)
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Tudo bem, era apenas um jogo amistoso. Ok, o Fluminense venceu, mas…

Com toda sinceridade, o time não jogou rigorosamente nada. O primeiro tempo foi pra lá de sofrível. E o Flu deu sorte de não descer para intervalo com a derrota. O lance do humilhante chapéu que o Bruno Nazário deu no péssimo Egídio e que terminou com uma finalização de bicicleta que explodiu no travessão do Muriel foi a única coisa de bom que foi vista nos primeiros quarenta e cinco minutos de bola rolando no estádio Nilton Santos.

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Apesar da grande disposição, Nenê segue sem produzir. Só vontade basta? Claro que não. Ainda mais na faixa de campo que o veterano atua. Infelizmente, ele não é o camisa dez que tanto precisamos e não tem conseguido ser o atacante de lado necessário para municiar o Evanílson. Mas acho que parte da torcida não está preparada para essa conversa. Talvez seja o reflexo de uma estratégia de comunicação que visa a construção de lendas e mitos.

Ainda sobre o meio de campo, Dodi segue absoluto. É uma espécie de motorzinho. O Yago sinalizou um avanço no aspecto físico, porém, faltou caprichar um pouco mais na última bola. Já o Hudson teve uma atuação muito ruim. Lento pra caramba na recomposição, ele ainda fez um pênalti, mas verdade seja dita: o Ganso só observou o Honda invadir a área tricolor. Por sorte, o Pedro Raul isolou.

No segundo tempo, o jogo ficou um pouco mais animado, mas muito longe de um nível aceitável. Além do lance do pênalti mencionado no parágrafo acima, Lucas Calegari salvou um gol certo do Botafogo. O garoto teve uma incrível recuperação e conseguiu tirar a bola quase em cima da linha com um sensacional carrinho.

Felizmente, Michel Araújo pôs fim ao jejum de vitórias do Fluminense, que não vencia desde o dia 15 de março, ou seja, há pouco mais de quatro meses. Vale destacar que o uruguaio entrou bem e pode ser uma aposta interessante, pois ele encara a marcação e, ao contrário do Nenê, não amarra o jogo. Também gostei da atuação do garoto Miguel. O problema é saber se o Odair terá coragem e até sustentação da diretoria para realizar algumas mudanças necessárias.

A obrigação de vencer foi cumprida, mas o nível do futebol segue muito baixo. O time não é dos sonhos e o elenco é limitado, porém, não tem padrão algum de jogo. E isso é inaceitável. Na preliminar, por exemplo, o time Sub-23, comandado pelo Marcão, não deu show, mas mostrou uma certa organização e até um bom toque de bola. Nada espetacular, mas foi o suficiente para construir algumas boas jogadas. Vale lembrar que a rapaziada não disputava uma partida desde a primeira quinzena de março. 

Conforme tenho falado, não há mais desculpa de tempo de preparação. As limitações do Fluminense já são mais do que conhecidas. No entanto, a parte tática precisa apresentar alguma evolução e a barração de um ou outro veterano é necessária. Tem mais duas semanas cheias de treinos até a estreia no Campeonato Brasileiro. Acorda, Odair!

Curtinhas:

– Gostei bastante da atuação do goleiro João Lopes na vitória do time sub-23 sobre o Sub-20 do Botafogo. Mostrou agilidade, elasticidade e muita segurança para sair jogando com os pés. Fez duas grandes defesas. Mandou muito bem!

– Ainda sobre o sub-23, o volante Nascimento mostrou muita tranquilidade para sair jogando e boa visão de jogo na distribuição de passes. Além disso, enquanto teve perna, foi bem na marcação.

– O atacante Luiz Henrique só confirmou o que eu já tinha falado no início do ano aqui no espaço. Espero que o clube consiga lapidá-lo. Tem enorme potencial. Marcou um golaço na vitória do time Sub-23.

– Não tem jeito: o Odair Hellmann é presidente do fã clube do Caio Paulista. O curioso é que o único fã do jogador é o próprio Odair…

– O que fazem Pablo Dyego e Matheus Alessandro no Fluminense? Não são relacionados, não estão lesionados… É só para onerar a folha?

Forte abraço e ST!

Vinicius Toledo



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