Injustiça, verdades e questionamentos




Egídio (FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC)



É para lamentar muito essa derrota do Fluminense para o Palmeiras no Allianz Parque. Verdade seja dita, antes do jogo, a preocupação era grande. Porém, quando a bola rolou, a história foi bem diferente do que a maioria imaginava (me incluo nessa).

O Tricolor foi melhor na primeira etapa, inclusive, criou três grandes chances para abrir o marcador. Na primeira, uma jogada pelo lado esquerdo que pode ser definida como espetacular por conta do conjunto da obra. Uma pena que o Gabriel Teixeira não tenha tido frieza para balançar a rede alviverde. E olha que ainda teve a segunda chance na sequência, mas voltou a desperdiçar.

Já a outra chance criada foi com o Fred cruzando para o Nenê esbarrar no excelente Weverton. É bem verdade que a arbitragem marcou o impedimento, porém, caso tivesse entrado, o VAR analisaria o lance e seria obrigado a validar o gol, pois a posição era legal. Mas como futebol não tem “se”…

Pois é, veio o segundo tempo e dois detalhes fizeram a diferença. Primeiramente, a saída do Caio Paulista logo aos cinco minutos. Jamais pensei que fosse sentir a falta dele, mas a verdade é uma só: atualmente, o cara é de extrema importância tática. Três minutos depois, o detalhe mais regular do Fluminense desde o início de 2020: Egídio. Não tem jeito, o camisa seis mesmo atuando de forma aceitável sempre dá um jeito de “entregar a paçoca”. É muito raro ele passar um jogo inteiro sem cometer uma falha que cause sérios problemas ao time. Triste, muito triste. Gol contra do Manoel, mas achei que o zagueiro deu azar.

Na minha visão, o técnico Roger Machado demorou muito para mudar o time. Os sinais estavam escancarados. O Nenê, por exemplo, não conseguia dominar a bola e até tropeçou com ela sozinho. Já o Fred estava fazendo hora extra após ter se movimentado bastante no primeiro tempo. Sigo achando temerário escalá-los juntos em jogos contra adversários de primeira linha.

Infelizmente, as substituições não surtiram efeito. Luiz Henrique até ajudou na recomposição, mas não conseguiu incendiar o ataque. Cazares parecia estar apenas cumprindo com a sua obrigação contratual. Já o Abel Hernández enraizou na área alviverde, ou seja, nem tentou buscar o jogo fora dela.

Na reta final da partida, o Fluminense até tentou, mas não deu. Pelas circunstâncias do jogo, o empate seria mais justo.

A essa altura do campeonato, o Roger Machado já deveria ter apresentado novas alternativas táticas para tirar o time da mesmice de sempre, mas segue como técnico de uma nota só. Quatro vitórias em treze jogos e apenas dez gols marcados são números inaceitáveis. Nem a jogada de bola parada, que foi responsável por quase a metade dos gols no Brasileirão anterior, está encaixando. O que está acontecendo? Será que a diretoria está tranquila? Nonato e Léo Chu não são jogadores ruins, mas seriam soluções?

Uma gestão que mantém um prejuízo mensal de R$ 1,2 milhão nos Esportes Olímpicos/Social tem a obrigação de realizar um esforço para trazer um jogador do nível do Roger Guedes, que está negociando com o Corinthians. É o mínimo para ganhar força nas retas finais das duas Copas e, consequentemente, buscar premiações milionárias.

Esse Fluminense tem potencial interessante, mas o Roger Machado e a diretoria precisam ousar no acabamento para voar mais alto na temporada.

Observações:

– Manoel deu um tremendo azar no gol contra, mas a atuação dele foi boa.

– David Braz foi uma boa surpresa. Além de ter cumprido bem a sua função defensiva, o zagueiro avançou bem ao ataque em duas ocasiões.

– Mais uma excelente partida do Martinelli.

– Yago Felipe foi muito guerreiro, porém, poderia ter ajudado mais na armação de jogadas.

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Forte abraço e ST!

Vinicius Toledo



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