Julgado pelo STJD, Mário Bittencourt é punido por confusão com árbitro do jogo contra o Atlético-MG






O presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, foi julgado e punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na manhã desta terça-feira (14), pela confusão em que se envolveu com o árbitro Marielson Alves Silva, na derrota do Tricolor por 2 a 1 para o Atlético-MG, no Mineirão, no dia 28 de novembro, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. O mandatário tricolor foi multado em R$ 1 mil e suspenso de suas atividades por 30 dias. Cabe recurso da decisão no Pleno do STJD.

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Após o jogo, a transmissão da TV flagrou Mário Bittencourt reclamando de forma ostensiva com o árbitro. Imagens do túnel de acesso para os vestiários mostram o presidente tricolor apontando o dedo em direção ao juiz, que relatou na súmula os gritos de: “Vagabundo, filho da ****, você é um canalha, é um moleque, pode relatar mesmo”.

Mário Bittencourt foi enquadrado pela Procuradoria do STJD no artigo 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala em “ofender alguém em sua honra” e prevê multa de R$ 100 a R$ 100 mil e suspensão de 15 a 90 dias. Em seu depoimento, o dirigente tricolor admitiu que errou ao agir daquela forma, mas negou que tenha sido ele a dizer as palavras relatadas pelo árbitro na súmula. Em sua versão, ele só ironizou o juiz por uma suposta admiração pelo atacante Hulk, do Atlético-MG.

– Ele conduz muito mal os jogos, não de maneira dolosa, e a gente foi criando um clima natural de animosidade dentro de uma partida dessa magnitude. Tenho por hábito descer sempre cinco minutos antes para receber os atletas no vestiário, até para evitar um tipo de conflito. Quando eles desceram, estavam revoltados com o pênalti que ele havia dado quando vencíamos, esse resultado poderia ter feito toda diferença na nossa classificação final, e dois deles me relataram que foram xingados pelo arbitro quando foram reclamar, e ele estava abraçado ao Hulk parabenizando pela conquista.
– O árbitro poderia ter ido ao nosso vestiário identificar as outras pessoas, mas não teve nenhuma ação nesse sentido, ele escolheu um para Cristo de maneira covarde e omissa e relata só o meu nome como se tivesse dito coisas que eu não falei. Não teria nenhum problema de chegar aqui e relatar que tivesse ofendido a honra dele, mas não ofendi. Apenas fiz uma fala em alto tom de voz. Peço desculpa aos senhores por uma exaltação minha, muito fora da minha conduta de sempre, mas acho que fui irônico. Não sei exatamente quem disse aquelas palavras, mas tinham várias outras pessoas dizendo.

Advogado do Fluminense no caso, Rafael Pestana pediu a desqualificação da denúncia para o artigo 258, que fala em “conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva“, com aplicação de pena mínima convertida em advertência. A 2ª Comissão Disciplinar do STJD, porém, argumentou que não é possível fazer a leitura das palavras que Mário Bittencourt alega ter dito no vídeo e falta de provas no sentido de que houve esse relato na imprensa. Por maioria de votos, o presidente foi multado e suspenso.

A indignação dos jogadores, comissão técnica e diretoria do Fluminense nesse jogo teve origem após o polêmico pênalti marcado por mão de Marlon em lance com Diego Costa na área. Os dois jogadores pulam para disputar a bola no alto, e ela bate no braço do lateral-esquerdo, na altura da manga da camisa. O árbitro viu a jogada e não marcou, mas foi chamado pelo VAR e mudou a sua decisão.

 



Por Explosão Tricolor

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