As lições da injusta derrota do Fluminense para o Palmeiras




Savarino foi o melhor em campo do Fluminense contra o Palmeiras
FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.
PUBLICIDADE

Em análise “post mortem”, Lindinor Larangeira destaca erro crucial da arbitragem, aponta carências urgentes no elenco e cobra postura agressiva da diretoria no mercado.

(por Lindinor Larangeira)

Como as resenhas sobre a melhor partida do Brasileirão até o momento já foram exaustivamente realizadas, prefiro fazer o que no xadrez chamamos de “análise post mortem”: aquela em que se buscam as causas reais do resultado.

PUBLICIDADE

É óbvio que uma derrota fora de casa em um clássico continental pode ser considerada algo normal. O que não é normal são os constantes erros de arbitragem, como o pênalti inexistente marcado logo no início do jogo. A “cavada” de Vitor Roque lembrou outros dois notórios personagens: Bruno Henrique e Arrascaeta, os dois maiores especialistas em ludibriar a arbitragem no futebol brasileiro.

Anormal também foi o erro de Martinelli, que fez uma partida bem abaixo do seu potencial técnico.

Quinze minutos que custaram três pontos

A primeira — e mais dolorida — lição é que não se pode entrar desligado, ainda mais contra um adversário que costuma errar pouco. Iniciar o jogo com dois gols de desvantagem contra um time consistente como o Palmeiras torna a missão de reverter o prejuízo extremamente complicada. Foram 15 minutos que deram um frio na espinha da torcida.

Até o tempo técnico, a tentativa de Ganso como “falso 9” se revelou um tremendo equívoco. Na pausa, Zubeldía corrigiu o posicionamento do meia e fez o time crescer, passando a acuar o Palmeiras em seu próprio campo. A aproximação de Lucho Acosta, Savarino e PHG10, somada à subida de produção de Martinelli, mostrou que o treinador, que faz um ótimo trabalho, sabe potencializar a qualidade que tem no elenco.

Não fosse a excelente atuação de Carlos Miguel, o Fluminense teria ido ao intervalo, no mínimo, com o empate no placar.

Notas das atuações do Fluminense contra o Palmeiras - Brasileirão 2026
FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

Segundo tempo, intensidade e carências

Mesmo sem Acosta, o Fluminense seguiu melhor no segundo tempo, que se transformou em uma verdadeira “trocação”. O time, apesar de algumas atuações individuais ruins, funcionava bem coletivamente.

Neste início de temporada, é inegável o bom trabalho da preparação física. Mesmo com uma equipe mista e jogando em um gramado sintético, o time teve intensidade e fôlego para ser superior ao Palmeiras durante grande parte do confronto.

A análise fria nos leva a uma conclusão óbvia: se tivéssemos Vitor Roque ou Flaco López com a nossa 9, e Gustavo Gómez com a nossa 4, o resultado certamente seria uma goleada a nosso favor.

Será que a diretoria não consegue enxergar as principais carências do elenco? Aliás, a janela fecha na próxima terça-feira e Mattheus, Mário e Angioni parecem continuar dormindo no ponto.

É preciso pensar grande, diretoria!

A principal lição do jogo de ontem é que, se o Fluminense quer ter uma temporada vitoriosa, precisa resolver as lacunas de um grupo que vem demonstrando ser muito competitivo.

Hoje, o elenco tem apenas um zagueiro plenamente confiável, Ignácio — que ontem teve um trabalho insano com Vitor Roque — e Jemmes, que pode ser seu companheiro. Freytes precisa ir urgentemente para o banco. Sobre Igor Rabello, a pergunta que fica é: por que ele foi contratado?

Mesmo com John Kennedy em um bom início de temporada, a chegada de mais uma opção para o comando de ataque é vital para dar variações táticas a Zubeldía.

A diretoria precisa pensar grande. Ninguém está pedindo Harry Kane, Haaland ou Cristiano Ronaldo, mas também não aceitaremos novos “Avalos”. O que se exige é competência e assertividade nas contratações, algo que o treinador tem mostrado de sobra. É preciso pensar grande, senhores!

Agora é virar a chave e garantir a vaga para mais uma final de Campeonato Carioca.

PS1: Outro grande jogo do Guga.

PS2: Acosta é, hoje, o melhor estrangeiro em atividade no futebol brasileiro.

PS3: Savarino rende muito mais jogando centralizado como meia.

PS4: “MercenArias” não jogou bulhufas. Que seja muito infeliz no chiqueiro.

PS5: Se fosse na outra área, o juiz teria marcado o pênalti? E se marcasse, alguém duvida que haveria revisão do VAR?

⚠️ PLANTÃO: Últimas notícias do Fluminense [Clique aqui para ver o resumo de todas as movimentações de hoje]

CONTINUE LENDO
Avatar photo
Sobre Vinicius Toledo 983 Artigos
Criador do Explosão Tricolor e atuando na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014 com milhares de matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política. Formação acadêmica de Administração e especialização em Finanças e Marketing. Saudações Tricolores!