Limite na camaradagem




Wellington ( FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.)

Seria hipocrisia da minha parte criticar a decisão do Roger Machado por ter colocado o Fluminense em campo com um time misto para a partida contra o Grêmio. Com jogos de três em três dias, é necessário estabelecer prioridades e, principalmente, assumir riscos. Porém, isso não significa que o técnico esteja isento de criticas.

O Wellington, por exemplo, atuando como segundo volante, ou seja, com a missão de realizar a transição, é um dos maiores absurdos da história do Fluminense. Honestamente, precisa ter dado dois treinos na vida para identificar que ele não possui a mínima condição de dar velocidade e a dinâmica necessária ao meio de campo? Com muita boa vontade, ele pode atuar à frente da zaga. E olhe lá! Veja bem, eu disse “COM MUITA BOA VONTADE“.

O André será reserva no jogo contra o Cerro Porteño, pela Copa Libertadores da América, inclusive, o garoto vive um bom momento e está cheio de confiança. Sendo assim, não deu para entender a escalação do Wellington mesmo após a explicação dada pelo Roger Machado durante a entrevista coletiva pós-jogo:

“A opção pelo Wellington foi oportunizar para novamente estar em campo. O André foi opção no jogo do Cerro, é uma opção importante para mim, mas também faço a gestão do grupo e preciso estar atento a outros detalhes importantes para levar os jogadores para campo. Por isso foi a opção”.

Entendo perfeitamente a importância da gestão de grupo, mas ela não pode estar acima da gestão técnica e, principalmente, dos interesses esportivos do clube, ou seja, essa camaradagem precisa de um limite…

Sobre o jogo, a primeira etapa foi de muita marcação e destruição das ações ofensivas dos dois times. Já na etapa final, o Fluminense iniciou bem, mas andou pecando no acabamento das jogadas. O time buscou o ataque e, consequentemente, sofreu um pouco com os contra-ataques. No final, um pênalti garantiu a vitória do Grêmio. Porém, achei a decisão da arbitragem bem equivocada, conforme mostra o vídeo postado pelo grande tricolor Mateus Duque:

Bola pra frente e vida que segue, mas a forma que o Roger Machado acha que é a correta para gerir o elenco não pode estar acima dos interesses do Fluminense Football Club.

Observações:

– Não é possível que o Roger Machado não tenha visto que o ataque não estava arrumando nada pelo meio, ou seja, era necessário forçar o jogo pelos lados de campo, inclusive, a entrada do Kayky poderia ter sido uma boa tentativa para tentar abrir mais a marcação gaúcha.

– Grande atuação da dupla Manoel e Luccas Claro.

– O Martinelli manteve o seu bom nível de atuação, mas uma coisa me chamou atenção: ele esteve muito bem no jogo aéreo defensivo.

– Gostaria de rever o lance em que o Luccas Claro cabeceou a bola na trave gremista. A impressão que tive é a de que o Geromel fez uma leve carga nas costas do nosso xerifão, mas posso estar equivocado.

– Siga-me no Twitter através do perfil @ViniFLU18 (clique aqui)

Forte abraço e ST!

Vinicius Toledo

(CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE)



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