(Por Lindinor Larangeira)
“Brincadeira de criança. Como é bom, como é bom”. A partida do Fluminense contra o Coritiba lembrou uma “brincadeira de criança”, como na música do grupo Molejo. E como foi bom ver lances, como aquele quarto gol. Jogada de videogame. Mas poderia ser também de “pique-esconde”, com Martinelli escondendo a bola. “Pique-cola”, no domínio do contestado Castillo, e “piquetá”, quando o moleque abusado Wesley Natã mete um calcanhar e a pelota não está mais com ele, mas com Lucho Acosta, e daí para o fundo das redes.
Quatro a zero foi pouco. Fora o baile. O Fluminense de Marcão lembrou aquele time encantador de 2023. Toque de bola, criatividade e eficiência.

Do Molejo a Gonzaguinha
“Como se fora brincadeira de roda”. Começa assim uma das mais lindas canções do poeta Luiz Gonzaga Junior, o “moleque” Gonzaguinha. A música se chama “Redescobrir”, e quem parece ter redescoberto seu bom futebol, foi o venezuelano Savarino. Não só pelos três gols, mas por uma atuação para recuperar a confiança e se tornar um importante reforço para a temporada.
O Fluminense brincou de roda. Botou o adversário numa roda de bobo. Teve a alegria e a irreverência do “Molejão”, e a beleza da poesia de Gonzaguinha.
No final, nem samba, ou MPB. O que entoou a voz daqueles pouco mais de 15 mil fiéis, “loucos da cabeça” foi a profecia de 2023: “Vamos tricolores. Chegou a hora, vamos ganhar a Libertadores”.
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