Mais três pontos




Comemoração dos jogadores tricolores (Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.)



Assim como aconteceu contra o Sport, os três pontos vieram neste domingo. E só. Mas não posso reclamar muito, porque já não espero mais que o Fluminense consiga fazer uma boa partida neste Brasileirão. Sei que, no contexto atual, querer que o time jogue melhor, ou jogue alguma coisa, é ilusão e que só resta nos contentarmos com uma classificação para a Libertadores. Diante do Botafogo, Marcão e seus comandados optaram por vencer na vontade quando poderia ter vencido na técnica, e deu certo.

Para a partida, o treinador promoveu algumas mudanças na equipe. A principal delas, a meu ver, foi a volta de Nino para formar dupla de zaga com Luccas Claro, que voltou para o lado esquerdo. Além dele, Nenê retornou e John Kennedy estreou como titular — talvez porque não havia mais ninguém para comandar o ataque. Lucca, que não estava na provável escalação, ficou com a vaga que seria de Michel Araújo. Mais uma vez, Marcão escalou um time que não está muito distante do considerado ideal pela torcida.

Nossa melhor chance no primeiro tempo aconteceu com menos de cinco minutos, com Lucca. Porém, o atacante cabeceou mal e desperdiçou a oportunidade cara a cara com Diego Cavalieri. Apesar de não conseguir criar outros bons lances, o Tricolor teve o domínio e trocava passes com uma maior organização do que o rival, mas também errava bastante. Aos 19’, o Botafogo respondeu com um bom chute de fora da área de Welison, que passou por cima do gol de Marcos Felipe. Uns 30 passes errados e uma 20 faltas depois, já nos acréscimos, John Kennedy bateu de primeira uma bola que não levou perigo, mas que foi uma tentativa ao menos.

Na volta do intervalo, o jogo continuou igualmente “truncado”, como disse o nosso técnico na coletiva. Mesmo assim, houve um lance que me chamou a atenção logo aos 7’. Ao receber a bola de Luiz Henrique de costas para o gol, John protegeu e girou para finalizar para fora. Felippe Cardoso nunca que faria algo do gênero, ainda que seja algo simples. O moleque de Xerém sabe das coisas. Aos 14’, Yago Felipe bateu de fora e Cavalieri conseguiu fazer a defesa. Oito minutos depois, a estrela de Lucca apareceu pela terceira vez na temporada. O gol aconteceu da única forma que poderia: cruzamento desviado de Luiz Henrique, chute fraco do atacante e uma “forcinha”, ou “forçona”, do goleiro alvinegro.

O segundo e último susto que o Botafogo nos deu no jogo foi através de uma cobrança de falta de Barrandeguy aos 30’. Depois disso, Marcão fez quatro alterações na equipe visando conter o quase inexistente ímpeto do adversário. Já com três zagueiros e três volantes em campo, decretamos a vitória e, praticamente, o rebaixamento do rival. Wellington Silva recebeu passe de Martinelli, foi derrubado por Cavalieri e, de pênalti, fez o segundo no último lance da partida.

Para voltarmos à Libertadores, nem que seja para a fase de mata-mata inicial, o futebol que temos jogado tem se mostrado suficiente. Para almejar dias melhores, tem deixado a desejar, e muito. Nos três últimos jogos, nos quais enfrentamos algumas das piores equipes da competição, não convencemos em momento algum. Menos mal que somamos sete pontos enquanto outras equipes patinaram.

Curtinhas:

– Acho muito estranha essa notícia de que o Atlético de Madrid estaria disposto a nos dar uns quatro picolés com recheio pelo Marcos Paulo. Acho bom ficarmos de olho no interesse deles por Matheus Martins, craque do sub-17.

Nino voltou bem. Sorte nossa que Marcão parou de brigar com o fato de que zaga titular é ele ao lado de Luccas Claro.

O meio de campo do Botafogo também é um deserto de ideias. Esse não foi um jogo para matar ninguém de sono, mas sim de sede.

Amanhã o Fluminense que interessa entrará em campo. Meu palpite é 2 a 0 para os moleques de Xerém contra o São Paulo, fora de casa, pelo jogo de ida da final da Copa do Brasil Sub-17.

Mesmo durante toda a partida, fiquei contente que o Lucca tenha marcado um gol. Este domingo foi mais um dia triste na história do futebol brasileiro.

Saudações Tricolores, galera!

Carlos Vinícius Magalhães