Mais um ano sem gritar é campeão…




Foto; Vinicius Toledo / Explosão Tricolor



Fim de 2020. E o Fluminense mais uma vez não ganhou nada. Pois é, oitavo ano seguido sem comemorar um título oficial. É válido lembrar que a Copa da Primeira Liga, conquistada em 2016, não era uma competição oficializada pela CBF. Porém, também é válido ressaltar que tinham 10 times da Série A e que todos eles lutaram seriamente pelo caneco.

De qualquer forma, a última conquista de um título oficial ocorreu no Campeonato Brasileiro de 2012. Na história recente, o último grande jejum de título oficial aconteceu entre o período de 1986 a 1994. E ele começou justamente quando eu tinha oito anos de idade. Infelizmente, só voltei a ver o Fluminense campeão novamente apenas nove anos depois.

Graças a Deus, nasci com o DNA verde, branco e grená. Está no sangue e na alma. Sem falar que o meu saudoso pai, o eterno Dr. Toledo, sempre dava um jeito para assegurar que a chama das três cores que traduzem tradição não apagasse em nossa família.

O encerramento do jejum ocorreu com a família inteira sentada na arquibancada do Maracanã, no histórico 25 de junho de 1995. Obrigado, Renato Gaúcho! Obrigado, Joel Santana e time de operários! Certamente foi o jogo da minha vida de torcedor. Família completa, festa cinematográfica da torcida tricolor, Maraca lotado, gol de barriga e título em cima do maior rival, que tinha o melhor jogador do mundo e ainda estava no ano de seu centenário. Inesquecível!

Depois de 95, vivemos os terríveis anos de chumbo. E a minha geração teve que aguentar a pesadíssima porrada. Contra tudo e contra todos, encaramos o mundo pelo Fluminense. Deu certo.

Após todo o sofrimento durante o pior momento da história do clube, vivemos um dos melhores períodos da história do clube. Entre 2007 e 2012, o Fluminense conquistou três títulos nacionais. Por muito pouco, não pintaram dois títulos continentais.

Após a conquista do tetracampeonato brasileiro, em 2012, uma sequência de fiascos. Com o crescimento gigantesco da Internet, a torcida praticamente entrou nos bastidores do clube. É bem verdade que o lançamento do programa sócio futebol também contribuiu para essa aproximação. No entanto, nem todos mergulharam fundo. Quem se aventurou a dar esse mergulho, com certeza não gostou nada do que viu nas profundezas da Álvaro Chaves com Pinheiro Machado. Para piorar, brigas e mais brigas entre os feudos políticos pelo poder de ter a caneta para administrar uma receita anual de quase R$ 300 milhões. Custos administrativos cada vez mais altos, manutenção de áreas deficitárias, estatuto obsoleto e total falta de transparência são apenas algumas das evidência que escancaram  um modelo ultrapassado e falido em todos os sentidos. E assim caminha o nosso Fluminense… 

O mais preocupante disso tudo é o processo de renovação da torcida. Quando eu era criança, não existia Internet. Sendo assim, era bem mais fácil ficar longe de qualquer tipo de influência tendenciosa. Hoje, os tempos são outros. O futebol europeu, por exemplo, está totalmente inserido em grande parte da juventude brasileira. E quando um clube vira coadjuvante comum, aí é que a coisa complica ainda mais.

É muito triste encerrar mais um ano sem comemorar um título sequer. Porém, é ainda mais triste a falta de perspectivas e esperança. Até quando, Fluminense?

Forte abraço e feliz 2021!

Vinicius Toledo

 

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Confira a agenda tricolor nos próximos seis jogos pelo Brasileirão da Série A:

28ª rodada

06/01 – Quarta-Feira – 21h30  – Flamengo x Fluminense – Maracanã

29ª rodada

13/01 – Quarta-feira – 21h30  – Corinthians x Fluminense – Neo Química Arena

30ª rodada

16/01 – Sábado – 19h  – Fluminense x Sport – A definir

31ª rodada

20/01 – Quarta-feira – 20h30  – Coritiba x Fluminense – Couto Pereira

32ª rodada

23/01 – Sábado – 19h  – Fluminense x Botafogo – A definir

33ª rodada

02/02 – Terça-feira – 20h  – Fluminense x Goiás – Maracanã

 

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