Marcão fala sobre reencontro com Abel, momento no Flu, estilo de jogo, postura à beira do gramado e muito mais; confira a íntegra da entrevista




Foto: Mailson Santana/ FFC



Marcão concedeu entrevista ao portal Globo Esporte

O técnico do Fluminense, Marcão, concedeu uma longa entrevista ao portal Globo Esporte. O comandante tricolor respondeu perguntas sobre diversos assuntos, tais como: reencontro com Abel Braga, momento no Fluminense, estilo de jogo e postura à beira do gramado. Confira abaixo todas as respostas do treinador:

Reencontro com Abel Braga

Marcão: Minha relação com o Abel é muito próxima. Não só dentro de campo, tivemos períodos importantes de sair junto, de amigo mesmo, de amizade. Eu tenho um carinho e um respeito muito grande pelo que ele fez dentro do clube. O Abel conduz muito bem o grupo, ele tem o grupo na mão. É um cara muito amigo, na hora de chamar atenção, ele chama. Mas na hora de abraçar, ele abraça. Ele tem controle total do grupo que tem em mãos. Isso ele faz como ninguém.

São pessoas que a gente realmente tem que tirar exemplos. É um momento importante. Não queria encontrar dessa maneira, mas é um jogo grande. Vai ter que ser dessa forma. Tenho total respeito, mas vou de uma forma muito positiva para ver se tiro pontos importantes do mestre. Não pode aliviar. Vamos tentar fazer um jogo difícil e trazer pontos importantes para o Rio de Janeiro.

Momento no Fluminense

Marcão: Para ser bem sincero, estou bem feliz de poder ajudar, poder participar, poder viver esse momento com nossos guerreiros, com nossa torcida. Sendo assim, estou pensando jogo a jogo. Para ser mais sincero ainda, não estou pensando na pessoa Marcão. Estou aqui, sou funcionário do clube. E vai ser assim até o final. Com sinceridade, esse não é o momento do Marcão, esse é o momento do Fluminense. De sair dessa situação que tanto nos incomoda, e eu espero poder contribuir da melhor maneira possível.

Retribuição ao clube

Marcão: Pelo carinho que a gente tem pela instituição, por esse escudo, a gente tem a obrigação de estar aqui no dia a dia pensando no que a gente for fazer durante esse período comandando esse time de guerreiros.

Estilo de jogo 

Marcão: O Fluminense tem um DNA que trabalhou durante oito meses com o Fernando (Diniz) de uma forma, depois veio o Oswaldo. Desse jogo do Fernando, ele tentou adaptar algumas coisas. As duas situações, no meio do caminho, não deram certo. A gente perdeu o Fernando, perdeu o professor Oswaldo. A maneira Marcão é tentar equilibrar esses dois grandes treinadores e tentar fazer um Fluminense muito forte.

Postura à beira do gramado

Marcão: A gente tem que tentar contribuir de alguma forma. Você vive o jogo. Tem que tentar gritar, estimular da melhor maneira possível a nossa maneira de jogo. A gente jogava dessa forma, tentando passar alguma coisa para o companheiro. E na beira do jogo tem que participar também. Tem que dosar um pouco, o quarto árbitro chega ali e conduz da melhor forma. Eu digo: “Não, tudo bem, na próxima eu maneiro”. É importante o atleta vir na beirada do campo e você participar do jogo. Esse é o Marcão, é a minha maneira de jogar, de contribuir.

Importância dos auxiliares

Marcão: A gente tem essas pessoas trabalhando diretamente no campo, pessoas que, sempre que a gente precisa, eles estão atentos a tudo, passando informações de tudo. Hoje você não faz nada sozinho. Se você não tiver uma retaguarda bem forte e firme, fechada com você, acho que você não consegue êxito em nada. Essas pessoas têm nos ajudado bastante.

Demissão em 2017

Marcão: Naquele momento foi bem claro, eu senti muito porque eu tenho muita identificação. Eu entendo também que foi uma questão política, porque todos sabiam que eu tenho uma relação de amizade com o presidente. Mesmo naquele momento eu não tendo me posicionado, porque não poderia já que eu estava trabalhando no clube. Não me envolvi politicamente, mas algumas pessoas levaram isso para o lado política. Então minha saída foi uma questão mais política. Eu entendi todas as razões, mas sempre soube que voltaria. Saí de coração aberto, saí bem, continuei trabalhando. Buscando melhorar cada vez mais, estudando, fazendo algumas viagens.

Eu sabia que, se o Fluminense precisasse de novo, Marcão ia estar melhor preparado, melhor organizado. Foi o que acabou acontecendo, até mais rápido do que eu imaginava. Eu tinha uma projeção de estar no clube por bastante tempo, de ajudar nos que for possível os treinadores que aqui estão.

Hoje o Fluminense precisou que eu estivesse à frente no comando. Sendo assim, vou fazer da melhor maneira possível. Mas tudo que eu estudei, que eu trabalhei foi respaldado em cima disso. Hoje para trabalhar no Fluminense tem que estar muito bem organizado, tem que estar preparado. Entretanto, a nova gestão fez questão de nos colocar isso. No entanto, Mário e o Celso antes de me colocarem aqui conversaram comigo para saber se eu estava realmente preparado para assumir esse cargo no clube.

Representatividade de técnicos negros

Marcão: A gente tem pessoas próximas, amigos, que abraçaram a causa. Eles estão felizes, mandaram mensagem. “Marcão, é bom te ver aí, você está representando a classe”. Eu fico muito feliz por isso, eu estou representando uma classe muito forte, muito unida. Eu vejo o Roger, vi o Cristóvão, o Jair. Hoje é sempre muito positivo ver o Marcão representando, e amanhã vai ter mais dois, depois mais dois. Acredito na capacidade, se preparar para ter oportunidade de estar aqui.

Minha vida toda no Fluminense foi feita dessa forma. Cheguei num clube em que eu me preparei, me especializei, me capacitei, tive oportunidade e hoje estou sentado num banco importante. E eu vou puxar, vou chamar nossa classe, chamar eles para perto. É uma causa importante. Não tenho dúvida nenhuma que, daqui a pouco, o Jair está aí de novo, o Cristóvão. São pessoas que representam.

Inspiração em Tite

Marcão: Eu gosto muito do Tite, do modelo de jogo dele. Eu presto atenção em tudo, é um cara muito centrado, muito organizado É muito atento em todos os detalhes. Eu tive um aprendizado com todos esse treinadores que tive oportunidade de trabalhar. Oswaldo, Fernando… São conceitos diferentes de jogo. Para mim, acrescentou bastante na ideia de jogo. Portanto, eu pego um pouquinho daqui, dali, e formo uma opinião importante.

Papel fundamental de Daniel

Marcão: A gente entendeu que, pelo jogo, pela proposta que queria implementar, o Daniel seria muito importante. Ele entrou e fez o que a gente imaginava. É um jogo apoiado, o percentual de passe dele é muito importante. É o que a gente queria no momento. Pela nossa posse, pelo setor do campo, ele era o cara para aquele momento. Sendo assim, vamos continuar nessa evolução.

Clique aqui e veja a lista com as últimas notícias do Fluzão!



Por Explosão Tricolor

E-mail para contato: explosao.tricolor@gmail.com

PUBLICIDADE