Marcos Jr para presidente!




Foto: Fluminense FC

Marcos Jr. para Presidente

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“Pelo bem da família dele e do clube, tem que sair”. Com essa frase Marcos Jr deixou seu nome na história do Fluminense. Nenhum outro jogador tricolor na história recente do clube teve a coragem de exigir a saída do presidente do clube dessa maneira. Também não tenho notícias de nada parecido nos outros grandes times do país.

O jogo de ontem mostrou bem o processo de apequenamento do clube nas mãos da Flusócio. Por um instante chegou-se a comemorar a fuga do rebaixamento. Mas na saída do estádio a nossa torcida mostrou que é diferenciada e deu o tom do desabafo. “Fora Abad”, dentre outras manifestações de descontentamento com o grupo que apoia o atual mandatário tricolor.

O inacreditável texto da Flusócio

E por falar em Flusócio, ontem eles resolveram atualizar o seu blog. Escreveram um texto em que justifica o fracasso da gestão e, ao final, vangloriam-se de ter obtido a melhor colocação do time nos últimos quatro campeonatos nacionais. É sério galera, eles conseguiram achar algo de bom nesta pífia campanha de 2018. Eis o trecho destacado:

“Passado um 2018 de dificuldades imensas, o Flu ao menos conseguiu conquistar a Taça Rio, chegar à semifinal da Copa Sul-Americana (3ª melhor campanha da nossa história em competições CONMEBOL) e terminou em 12o lugar no Brasileiro, algo que não está à altura do Fluminense, mas que ao menos foi a melhor colocação dos últimos 4 anos, mesmo trabalhando com a folha de pagamento bem inferior às demais temporadas. Também devemos lembrar que esta posição é melhor do que a alcançada pelo Flu no campeonato brasileiro em vários dos anos em que contou com o forte investimento da Unimed, tais como 2013, 2009, 2008, 2006 e 2003. Em todas estas temporadas nosso clube infelizmente também brigou contra o rebaixamento”.

Inacreditável! Surreal! Absurdo! Os caras da Flusócio tiveram a cara de pau de comparar campanhas ridículas de anos anteriores com a desta temporada e de amenizar a luta contra o rebaixamento em 2018 porque isso também aconteceu com a Unimed no clube. Em que mundo eles vivem? Um time da grandeza do Fluminense não pode sequer cogitar uma justificativa dessa.

Comemoração?

Mas não para por aí. Comemorar a terceira colocação da Copa Sul-Americana, com duas derrotas acachapantes para o Atlético/PR, é no mínimo dizer aos torcedores que essa, doravante, é a realidade tricolor: nenhum título e risco eterno de rebaixamento, até que um dia ele virá.

Culpa da torcida…

E como não poderia deixar de ser, no final do texto a Flusócio culpa os torcedores pelo fracasso do clube. É isso mesmo! Após criticar a oposição do clube, eles dizem que só reverterão o quadro com o apoio da torcida, o que significa “associação em massa”, “presença nos estádios” e “consumo constante de produtos licenciados”. Vocês não leram errado: se o time não tem dinheiro em caixa, a culpa é do torcedor que não faz nada do que eles acreditam ser “um dever” da galera. Inacreditável!

A pergunta que fica é: o que a diretoria tem feito para se aproximar do torcedor? E a resposta é óbvia: nada. O marketing é ruim, não existe comunicação dos diretores com a torcida, a montagem do elenco é péssima e não honra a tradição do clube, os jogadores e os funcionários não recebem salário e Pedro Abad simplesmente é odiado por todos fora do ar-condicionado das Laranjeiras. Diante desse cenário, como então exigir participação ativa da arquibancada?

‘O cliente sempre tem razão!” Esse é um mantra na atividade empresarial, principalmente aquela que trabalha com o comércio direto ao consumidor final, e em um clube de futebol não pode ser diferente. Se a torcida é bem tratada, ela dá retorno; do contrário, afasta-se cada vez mais do time e gera o risco irreversível de desvalorizar a marca e apequenar a paixão. E quando acaba o sentimento, não sobra time para contar história.

Convicção de que está no caminho certo

Em outros pontos do famigerado texto a Flusócio mostra convicção de que estão no caminho certo. No item 9, por exemplo, eles comemoram o título brasileiro de 2012 como se fosse mérito da diretoria, quando, na verdade, todos sabemos que o dinheiro da Unimed foi primordial para a conquista. Mais adiante eles dizem que não conseguem bons negócios no mercado porque todos sabem as dificuldades financeiras do clube e usam isso na hora de abrir ou não os cofres.

“Risco Fluminense” elevado

Neste último ponto, vale destacar que do lado de cá tem uma história gigantesca, com uma torcida apaixonada e que qualquer empresa gostaria de atrelar a sua marca a este patrimônio. Mas com essa má gestão, com a ausência de pagamento em dia, inclusive dos funcionários, e com falta de confiança no cumprimento dos acordos, ninguém tem coragem de celebrar contratos com o clube, até porque o “risco Fluminense” atualmente é muito elevado.

Em resumo, o caos está instalado e a Flusócio o trata como se fosse mero “problema de política interna” e que pode ser amenizado se “a torcida fizer a sua parte”. Errado! O problema é de gestão e a falta de capacidade do grupo de administrar o Fluminense. No fim das contas, o clube ficou pequeno nas mãos dos atuais mandatários e se não houver o afastamento urgente do presidente e a debandada do seu principal grupo de sustentação, nada de bom podemos esperar em 2019.

E Marcos Jr parece que observou bem isso e, por conta própria, pediu a saída de Pedro Abad. Assim como ele, eu só quero que o clube seja grande de novo.

Ser Fluminense acima de tudo!

Evandro Ventura

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