Mediocridade instaurada de vez no Fluminense




Marcão, Mário Bittencourt e Paulo Angioni (Foto: Lucas Merçon / Fluminense F.C.)

Mais um jogo sem vitória e sem fazer um mísero gol. Contra o Corinthians, na Neo Química Arena, o Fluminense mais uma vez entrou em campo com uma escalação equivocada. É repetitivo, mas vamos lá…

Meio campo com três volantes que até sabem sair para o jogo, mas não conseguem executar a função de encostar no ataque com a qualidade de um armador.

No ataque, dois canhotos que só rendem pelo lado direito, ou seja, o que é escalado na esquerda é praticamente um a menos. Para piorar, no comando do ataque, um jogador pesado, que vira uma figura decorativa, pois a bola praticamente não chega já que os meias não encostam e os laterais erram a maioria dos cruzamentos.

Apesar de todos os aspectos negativos citados acima, o Fluminense foi menos pior que o Corinthians. A equipe tricolor se defendeu bem, inclusive, os zagueiros ainda se deram ao luxo de ajudar na construção de jogadas. Na melhor delas, Nino deu belo lançamento para a esquerda, Yago achou o Caio Paulista livre pela direita, porém, o atacante desperdiçou a melhor chance tricolor na partida.

Um ponto que merece ser muito criticado é a arbitragem, que ignorou um pênalti escandaloso no Caio Paulista e não considerou como agressão do Fábio Santos um “golpe de karatê” dado no peito do Bobadilla. Cadê a defesa institucional nessas horas? Sem falar que a transmissão do SporTV/Premiere parecia mais o “Timão TV”. 

Após o intervalo, o jogo se manteve equilibrado, mas o Corinthians achou o gol da vitória através da frouxidão do Samuel Xavier, que sequer tentou abafar o cruzamento. Não é a primeira vez que isso ocorre. Contra o Barcelona de Guayaquil, pelas quartas de final da Libertadores, aconteceu a mesma falha. Até quando? É bem que verdade que o restante da defesa estava bagunçado em termos de posicionamento, mas a falta de combatividade do lateral-direito, na minha opinião, foi algo inaceitável. O Calegari não daria esse mole.

Essa derrota mostrou várias coisas que eu sempre comentei aqui no espaço, mas a principal delas ficou ainda mais escancarada: a falta de visão e coragem do Marcão em realizar as mudanças necessárias já na escalação inicial. Além disso, a repetição do fracassado conceito aplicado pelo Roger Machado, que não deixou pedra sobre pedra no Fluminense, também é algo revoltante.

Infelizmente, a mediocridade está instaurada de vez na Rua Álvaro Chaves, 41, em Laranjeiras. O futebol virou uma espécie de cumprimento de obrigação que tem como meta apenas uma sobrevivência necessária para “enxugar o gelo” das dívidas e, principalmente, sustentar a política da ADACE (Amigos dos Amigos Cabos Eleitorais).

Observações:

– Nino teve uma senhora atuação. David Braz me surpreendeu positivamente.

– André joga muito. É sempre bom lembrar que a diretoria queria emprestá-lo ao Botafogo ou CRB, mas a lesão do Hudson mudou os planos…

– Cadê você, Gravatinha! O Fluminense está em apuros.

– O folclórico “gol cagado”, que é uma das maiores representatividades da mediocridade instaurada no atual Fluminense, também sumiu.

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Forte abraço e ST

Vinicius Toledo

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