Muitas cartas no baralho




Abel Braga e elenco (FOTO DE MAILSON SANTANA/FLUMINENSE FC)



Tricolores de toda a terra, depois de uma enxurrada de contratações como há muito não víamos, creio que fechamos o elenco para pelo menos o primeiro semestre. Gostando ou não das contratações, e relevando às perspectivas e preferências que cada torcedor tem, creio que é quase unânime que houve um um Plus no elenco em comparação a 2021. Ganhamos opções, sobretudo no meio campo, lateral esquerda e ataque. Além disso, temos opções de sobra na defesa e agora até no gol. Ficamos ainda órfãos de um lateral direito confiável. Mas não há que se negar que há trunfos no baralho do “ABELÃO”.

Diante do exposto, ficaram as dúvidas sobre qual será o sistema que o “Professor” irá adotar. Durante todas essas semanas nos debruçamos a desenhar esquemas táticos dos mais variados e funções que cada jogador poderia desempenhar, mas o que tem revelado-se como tendência é que de certo o Abel entrará com 3 zagueiros. Inclusive, conforme divulgado pelo Jornalista Victor Lessa, a provável escalação para a estreia seria: Muriel; Calegari, Nino, Felipe Melo, David Braz e Cristiano; André, Yago Felipe e Nathan; Willian Bigode e Fred.

Dado os justos descontos de que esta foi a possível escalação considerando os nomes disponíveis, e não àquela que o Abel efetivamente gostaria de levar a campo devido aos casos de covid, notem que o nosso treinador não só iniciará o ano com o sistema de 3 zagueiros, muito provavelmente adotando o 3-5-2, como irá utilizar o Felipe Mello na função de líbero, o que muita gente inicialmente duvidou. Penso que o “ABELÃO” quer uma saída de bola qualificada e uma bola aérea defensiva forte.

Ainda no mundo das especulações ouviu-se falar que o Abel tem testado uma variação tática dentro do próprio esquema de jogo quando o time perde a bola, que poderia ser 4-2-3-1 ou o 5-4-1, e ainda se quiser adotar um sistema inicial diferente, por exemplo com uma linha de 4 defensiva, pode optar por iniciar com o Pineida no lugar do Cristiano, etc.

De certo, é que agora temos um treinador, ou seja, alguém pelo menos sabe o que está fazendo, e que possui conhecimento tático, e ousa mudar, variar, ou mesmo dar uma cara de imprevisibilidade frente ao adversário. Chama a atenção também às opções que o nosso técnico tem no tocante às peças disponíveis. Se antes nos faltavam opções no banco, hoje temos pelos menos 5 bons zagueiros disponíveis, 6 volantes considerando a subida do Wallace, 2 meias, e 7 atacantes considerando jogadores de lado e centroavantes, bem como 2 goleiros.

Ainda continuamos tendo dificuldades pela direita, mas temos o alento da possível subida do garoto Jhonny. Assim sendo, amigos, o nosso técnico tem a obrigação de pelo menos criar perspectivas táticas mais diversas, e não se prender a uma única ideia. O leque de opções neste baralho é mais amplo, as possibilidades dentro de uma partida de futebol se tornaram das mais diversas, pois, se entrarmos com um 3-5-2 e enfrentarmos um meio congestionado, podemos sacar um homem de meio, abrir para um 3-4-3 e explorar os lados, ou mesmo um 4-2-3-1 para baixar os alas à lateral e deixar os pontas mais a vontade para não precisar recompor tanto, etc. Hoje temos peças para esse tabuleiro.

Mas voltando na questão dos 3 zagueiros, creio que o Abel tem iniciado nesta perspectiva buscando utilizar o potencial de dois jogadores em especial, o Felipe Mello e o Cristiano. O Felipe Mello como já dito pela bola aérea e pela saída de bola do time, e o Cristiano por sua possível aptidão ofensiva. Além disso, com essa formação, Abel não perde o Yago, o motor do time, o principal homem da recomposição defensiva, pois, não há dúvidas que se o Felipe Mello fosse para o meio, sobraria para o Yago.

Vejo com muito bons olhos o esquema com 3 zagueiros, embora minha preferência fosse pelo 3-6-1 e não pelo 3-5-2, mas o sistema com um líbero que não é zagueiro de origem funciona bem melhor, justamente pela qualidade de saída, pois enxergo o Felipe Mello como um jogador com todos os atributos para esta função. Agora, espero mesmo que hajam variações ao sistema dentro do próprio jogo, e que o Abel não engesse o jogador na função, mas que treine a troca de funções dentro do jogo, pois isso dificulta a leitura de jogo pelo adversário.

As cartas estão na mesa amigos!

Leandro Quintella

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