Não se brinca com o gigante… e nem com o Gravatinha!




FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.



Um gigante pode até estar gravemente ferido, mas sempre será gigante. Não adianta o sistema distorcer fatos, inverter valores ou simplesmente ignorar. Gigante é gigante. E quando o gigante de cores verde, branca e grená resolve se levantar, a história agradece.

O que ocorreu na Arena do Grêmio foi algo épico. Sem tapar o sol com a peneira, o Fluminense foi atropelado no primeiro tempo. Com o chicote na mão, o Grêmio passou por cima sem dó, nem piedade. Deu ódio. Deu vergonha. Deu vontade de quebrar tudo. Grosseiramente falando, deu vontade de mandar o mundo inteiro… é melhor deixar essa parte pra lá. Com paixão não se brinca, ainda mais com a de um torcedor tricolor, que não aguenta mais tantos sofrimentos.

A coisa estava tão fácil, que os gaúchos até desaceleraram nos dez minutos finais da primeira etapa. Sapato alto? Certeza de que a rapaziada do Diniz estava morta? Sinceramente, não sei. Só sei que a vida ensina que não se pode subestimar um gigante. Ele pode até estar quase morto, mas tem que ser sempre respeitado. E o Fluminense lutou nos minutos finais. Salvou dois gols antes de sair para o intervalo. Apesar do sinal de vida, qualquer tricolor consciente sabia que algo tinha que mudar. Ou seja, a formação com três volantes tinha que ser mandada para o inferno com passagem só de ida.

No entanto, o sentimento da fé, que jamais abandona o coração do torcedor, deu o seu sinal logo no início da segunda etapa. O Fluminense voltou do intervalo sendo o Fluminense. Sim, o gigante verde, branco e grená das Laranjeiras colocou a faca nos dentes e passou por cima do Grêmio. Não à toa, o empate saiu logo aos nove minutos, com um cara que parece que já está há anos no Fluminense. Boa, Matheus Ferraz! Esse é dos nossos. 

Com a entrada do Daniel, o time teve aceleração na transição, melhorou a troca de passes e colocou o Grêmio na roda em diversos momentos. Foi bonito de se ver. Mais bonito ainda foi ver a gauchada em estado de choque na arquibancada da Arena.

Lá de cima, Assis, Washington, Castilho, Pinheiro, Nelson Rodrigues, Telê Santana, Careca do Talco, Ximbica, Super Ézio, Pinheiro, Oscar Cox, Mário Lago, José Sérgio Toledo (meu saudoso pai) e tantos outros tricolores deram um jeito de fazer com que o Pedro entrasse para logo depois fazer o quarto gol. Alguém não acredita nisso? Eu acredito. E muito.

No entanto, o Sobrenatural de Almeida aproveitou uma brecha. E aí… gol de empate do Grêmio. Por sorte, o Gravatinha foi convocado para agir rapidamente. Sim, houve batalha no outro mundo. E nessa batalha, Rodolfo, que falhou em dois dos quatro gols, fez duas sensacionais defesas que evitaram a virada gremista. Com toda sinceridade, não sei como ainda podem duvidar da força do Gravatinha. 

Quando até o Sobrenatural de Almeida já estava conformado com o empate, o Gravatinha agiu mais uma vez. E o que é melhor: do jeito que o torcedor do Fluminense gosta. Gol nos acréscimos com desvio de defensor e tudo. Viva a Colômbia! Viva Yony González! E mais um gol espírita para a história do gigante verde, branco e grená.

A turma lá de cima comemorou. E não foi pouco. Gravatinha foi carregado por todos eles. Nelson Rodrigues começou até a escrever sua crônica. Emocionados, Assis e Washington se abraçaram. Castilho, Telê, Pinheiro e Mário Lago também vibraram muito. Ximbica jogou tudo pro alto e saiu berrando: “Ah, eu tô maluco!” e ainda colocou o Super Ézio no ombro, que estava sorrindo de orelha a orelha. Já o Careca do Talco… esse não tem jeito! Até no outro lado, ele sai correndo atrás de outros tricolores para jogar pó de arroz. Esse Careca do Talco não é fácil! 

Na derradeira, o Sobrenatural de Almeida tentou o último ato com o VAR, mas o Gravatinha deu uma banda nele para que o Oscar Cox encerrasse essa épica batalha com o seguinte recado: “Isso aqui é Fluminense, nós somos a história. Respeitem o gigante!”

Obrigado, guerreiros.    

Forte abraço!

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