O Flu ainda pode sonhar, eu creio!




Foto: Vinicius Toledo / Explosão Tricolor

Buenas, tricolada!

Tenho lido as resenhas das redes sociais e ouvido alguns papos pessoalmente, depois do mau resultado contra o Paraná, e cada vez mais me certifico: torcedor de futebol é bicho incongruente, mesmo – e me incluo neste rol! O caminho entre o céu e o inferno a cada dia parece mais curto e com menos barreiras!

Ratificando o que escrevi em vários sites logo após o término da partida lá na Vila Capanema, o Flu de hoje tem um bom onze, talvez mais uns 2 ou 3 jogadores do mesmo patamar, mas seu elenco é deveras desequilibrado: perder determinado titular hoje deve gerar uma gastura progressiva no Abelão!

Entretanto, a meu ver há um desrespeito crescente nas mencionadas redes sociais sobre as opiniões diversas, de quaisquer faces. É um tal de o antônimo xingar e ser xingado por não congruir com os discursos opostos que me causam até ânsia de vômito! Caramba, aquele que acredita num Fluminense bem das pernas neste 2018 e vê a possibilidade de uma pré-Liberta, como eu, não é imbecil; e o outro, que acha o Tricolor das Laranjeiras um forte candidato ao descenso, igualmente não é torcedor molambo ou anti-Flu. Somente creio que permeie uma pequena confusão dos neurônios destes, que não apostam num bom papel neste Brasileirão: odiar Abad e trupe não é excludente de amar e apoiar o FFC! Tem gente ávida por uma derrocada para “punir” a diretoria, esquecendo-se de que a punição maior recairá sobre o clube, no caso dos tombos. De resto, são opiniões, apenas, já que cada brasileiro tem a sua carteirinha de treinador profissional, e eu também me incluo neste novo rol! É comum, pois somos o país do futebol, ora bolas!

Ficou ainda mais evidente a necessidade de uns quatro reforços, no barato, para que o nível seja mantido até o final da temporada: dois meias e dois atacantes! Falta também o Abel utilizar mais vezes alguns jogadores que são apenas figurantes no nosso elenco, até então, como o Aírton, o Dodi (como segundo volante, e não como ponta diteita), e o Luquinhas, que parece mais um sócio-torcedor com o privilégio de assistir aos nossos jogos do banco de reservas ou dos hotéis de concentração! Ele, este último, é um ilustre desconhecido para a maioria dos tricolores!

Outra evidência é o desequilíbrio estratosférico entre os laterais titulares e os reservas! Há que se precaver daqui para adiante, não utilizando os suplentes simultaneamente, a não ser em casos extremos. OK, OK, não podemos criticar o nosso técnico pela escolha deste último confronto, porque, na minha modesta visão, mais vale perder o Gilberto por uma partida do que por seis ou sete, como nos acontecimentos que envolveram Ayrton Lucas e Pedro, mas que tal medida e os maus resultados destas opções nos sirvam de parâmetro e as escolhas ocorram em confrontos ainda menos complicados e, preferencialmente, em nossos domínios!

Percebe-se também uma queda vertiginosa de alguns jogadores, como Richard e Sornoza, que parecem ter caneleiras de chumbo nas pernas e carregar medicine-balls sob seus calções ou blusas… O desgaste bateu bem antes à nossa porta, sem dúvidas, prova mais do que cabal da velha máxima: os nossos limites de quantidade e qualidade de elenco são ainda mais visíveis! Ah, e tomem-lhe contusões musculares, jogo após jogo! Reiterando as minhas postagens anteriores na grande rede em seguida ao confronto contra os paranaenses, alguns atletas que compõem o nosso grupo hoje seriam, são e serão fundamentais para Figueirense, Criciúma e outras agremiações de menor vulto no cenário nacional, com toda a reverência e respeito que elas merecem, mas a camisa do Fluminense Football Club tem peso diferente, e estes meninos estão sentindo essas dores na pele!

Não creio que o Abel tenha sido covarde ao manter o seu sistema com 3 zagueiros, porque ele vem dando certo – não somente contra os gigantes, mas igualmente contra os mais nanicos (em tese), como Vitória e Chape! Ademais, esta manutenção de estratagema reforça o entrosamento e até mesmo uma melhor adaptação dos jogadores que assumem as vagas dos titulares quanto ao equilíbrio entre as três linhas do time. Não me recordo de grandes equipes ou seleções mudarem os seus esquemas, dependendo de confrontos, pois tal ação cabe aos miúdos e sem aspirações nos certames, que precisam de cada pontinho, prescindíveis para os seus objetivos medianos, no final dos anos! Holanda e Dinamáquina, das Copas de 74 e 86, respectivamente; Flu de 2008, 2010 e 2012, e assim por diante (por gentileza, sem a maldita comparação entre jogadores, equipes, épocas etc) não abriram mão de seus conceitos para baterem de frente contra Alemanhas e Bocas, ou Novas Zelândias e Alianzas Lima, por exemplo!

Ah, sem desaprovações e trazendo à tona o que mencionei mais acima – o referido respeito aos pareceres alheios -, Matheus Alessandro, Robinho e Pablo Dyego são muito similares, ou seja, já tiveram chances de começar jogando e não resolveram, já entraram no decorrer das partidas e se houveram bem, em suma, são atletas de elenco, e não soluções. Pesa contra o segundo a indolência, uma suposta falta de vontade e um semblante de derrotado, o que irrita mais o torcedor que enxerga um Flu comprometido, suando sangue e se dedicando a cada partida, a cada confronto! Quanto ao João Carlos, eu ainda o perdoo, porque foi a sua primeira participação como titular – além de ter atuado em alguns poucos minutos, em partidas anteriores. Não podemos nos esquecer de que ele veio do ocaso para um gigante brasileiro, e leva tempo para uma adaptação à nova realidade!

Finalizando, perder pro Paraná Club não representa o fim do mundo, como também não representou o Apocalipse o empate do Porco contra a Chape, em Sampa, em sua arena; a derrota dos Molambos para estes mesmos catarinenses; ou o empate do Grêmio frente aos paranistas, nossos adversários desta última segunda-feira! Quem sabe não resgatamos a nossa auto-estima contra o Fla, na próxima rodada! Difícil? Bastante! Impossível? Jamais! Não podemos nos esquecer de que, em 2010, logo depois de uma temporada repleta de dúvidas quanto ao futuro e certeza de rebaixamento, no ano anterior, demos a volta por cima e papamos o nosso tri do Brasileirão, mesmo sendo batidos por Atlético Goianiense e Ceará, e empatando os dois confrontos contra o Barueri! Coisas do futebol, que não cansa de nos ensinar e de nos desmentir, entra época, sai época!

Saudações eternamente tricolores!

Ricardo Timon


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