O fundo de US$ 50 milhões que gera preocupantes dúvidas e questionamentos




Foto: Fluminense FC

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Primeiramente, não é novidade nenhuma que o Fluminense está arruinado financeiramente. Para quem ainda tinha alguma dúvida, os dois últimos anos trataram de dar um choque de realidade. Logo que assumiu, o presidente Pedro Abad disse que não tinha noção do tamanho do rombo. No entanto, não custa lembrar que ele era presidente do Conselho Fiscal na gestão do ex-presidente Peter Siemsen.

Assim que assumiu, Pedro Abad e os seus aliados anunciaram a realização de uma consultoria da Ernst & Young. A intenção era a de reestruturar o clube e profissionalizá-lo. A empresa, que é uma das maiores do mundo nos ramos de consultoria e auditoria, realizou o seu trabalho nas Laranjeiras, entretanto, o conteúdo do estudo jamais foi revelado.

Passados pouco mais de dois anos, o cenário financeiro do Fluminense para 2019 é tenebroso. Não há patrocinador master, o quadro de sócios não gera considerável receita, sucessivos prejuízos no Maracanã, quadro inchado de funcionários e pessoas jurídicas, receitas de TV comprometidas, inúmeras penhoras, bloqueios, etc… Ou seja, uma calamidade financeira.

Nesta semana, surgiu a notícia de que o presidente Pedro Abad está negociando com um fundo de investimentos do exterior comandado pelo iraniano Kia Joorabchian. O fundo seria de US$ 50 milhões (cerca de R$ 215 milhões). Vale lembrar que o ex-vice de Finanças, Diogo Bueno, já havia apresentado essa ideia no primeiro ano de gestão.

Considerando o atual cenário financeiro do Fluminense, o fundo de investimento pode ser uma solução a curto e médio prazo. No entanto, alguns questionamentos precisam ser realizados: Por que não foi tentado no primeiro ano de gestão? Quais serão as condições da negociação? Outro ponto que merece ser discutido é se o Fluminense seguirá bancando elevados custos em diversas áreas não relacionadas ao futebol? 

Uma coisa que chama atenção é o silêncio da oposição política do clube. Não há nenhum questionamento ou sinalização de preocupação. Será que parte dela está ciente dos bastidores da negociação ou é descaso mesmo? Só o tempo dirá, caso o fundo realmente seja concretizado.

E por falar na oposição política, até o presente momento não há sinal algum de antecipação da eleição presidencial. No final de dezembro, cheguei a comentar que o presidente ainda ficaria um bom tempo ou até cumpriria o seu mandato até o final. Vale ressaltar que o possível processo eleitoral ainda corre o risco de parar na Justiça, segundo posicionamentos de alguns opositores. Ou seja, nada é garantido. Jogada de mestre?

Com toda sinceridade, não sei o que é mais desesperador: situação financeira do Fluminense ou a gestão Pedro Abad negociar um fundo de investimento com o Kia Joorabchian aos 48′ do segundo tempo?

Depois de tudo que vimos nos últimos anos, só me resta cantar com fé: “A benção João de Deus”!

Saudações Tricolores!

Vinicius Toledo



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