O projeto que eu gostaria de ver no Fluminense




John Kennedy (Foto: Mailson Santana / Fluminense F.C.)



Confesso que a possibilidade de o Fluminense contratar o Daniel Alves não me empolgou nem um pouco. Acho que seria um perigoso sacrifício financeiro. Ele até seria útil, isso é um fato, mas o clube assumir um salário na casa de R$ 700 mil mensais podendo chegar a R$ 1 milhão com bônus, seria uma loucura.

Diante das últimas informações, parece que não haverá mais acerto. Sendo assim, bola pra frente e vida que segue. Para o restante da temporada, o elenco é esse aí e fim de papo. Conforme sempre falo, apesar dos sérios problemas nas laterais e da ausência de um camisa dez, acredito que o Fluminense tenha condições de terminar o Brasileirão entre os seis ou sete primeiros colocados. Basta o Marcão fazer o básico e colocar um pouco mais de ousadia no DNA desse time.

Já pensando em 2022, a história do Daniel Alves serviu para mostrar que o Fluminense tem verba disponível para investir. A saída do Nenê e os términos de contratos no final deste ano, certamente abrirão brechas consideráveis. E é aí que entra o sentido do título do texto que é o projeto que eu realmente gostaria de ver no Fluminense.

Com uma garotada da base muito boa de bola, mas que sempre precisa de uma lapidada quando sobe para o profissional, já passou da hora de o Fluminense pensar em investir em uma comissão técnica altamente capacitada e, principalmente, que tenha o perfil semelhante ao trabalho desenvolvido em Xerém.

Nos últimos anos, a base do Fluminense vem apresentando um futebol ofensivo e leve, mas no profissional tem sido justamente ao contrário, ou seja, times engessados e reativos. Talvez esteja aí um dos motivos de muitos garotos apresentarem grande dificuldade no profissional. Obviamente, as oscilações são normais, mas essa mudança drástica de estilo com certeza atrapalha bastante o desenvolvimento da molecada.

Com ou sem Mário Bittencourt, ainda espero ver o futebol profissional do Fluminense com um projeto sério onde a molecada da base possa ser desenvolvida para dar todos os retornos possíveis dentro e fora de campo. É muito possível, basta querer. O que não dá mais é para contratar técnicos limitadíssimos e jogadores em final de carreira ou de qualidade técnica baixíssima. Chega!

Forte abraço e ST!

Vinicius Toledo



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