A possível transferência de Jhon Arias para o Palmeiras levanta um debate urgente sobre lealdade, promessas no futebol e a gestão de expectativas entre ídolos e torcida.
POR LEANDRO ALVES
Bom dia, torcida tricolor.
Despertamos hoje com a notícia de que Jhon Arias teria aceitado a proposta do Palmeiras para deixar o Wolverhampton. Diante deste movimento, é fundamental tecer alguns comentários sobre o que isso representa para o Fluminense.
A situação nos leva a uma reflexão fundamental: o valor da palavra empenhada. Meses atrás, Arias pressionou a diretoria tricolor para que aceitasse a oferta do clube inglês, justificando o desejo de realizar o sonho de atuar no futebol europeu. Na ocasião, o presidente Mário Bittencourt honrou o compromisso firmado com o colombiano e viabilizou a transferência.
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Em sua despedida, Jhon Arias declarou publicamente o compromisso de retornar ao Fluminense. Vale relembrar suas palavras:
— Eu vou voltar ao Fluminense e posso falar isso tranquilamente. Para mim, um grande ensinamento que meu avô me deixou, que meu pai, que descanse em paz, minha mãe e meu pai sempre me disseram, é que você deve ser leal ao que sente. Não há nada no mundo, nenhum dinheiro que compre sua essência, o que você representa, os valores que você carrega — afirmou o atleta na época.

Fim da idolatria?
Hoje, apenas seis meses após a sua partida, Arias parece inclinado a retornar ao Brasil para defender as cores do Palmeiras. Ele detém o poder de recusar a proposta do clube paulista e cumprir a promessa feita à torcida tricolor.
Caso a transferência se concretize, estaremos diante do fim de uma idolatria. O jogador estaria descartando toda a admiração construída junto à torcida do Fluminense em troca de um novo destino no Brasil.
A prioridade de compra do Fluminense
Embora o Fluminense tenha a opção de recompra, igualar os 25 milhões de euros oferecidos pelo Palmeiras parece financeiramente inviável. Uma alternativa seria tentar abater valores de parcelas remanescentes que o Wolverhampton porventura ainda deva, mas não há confirmação sobre a existência desses débitos.
Uma tapa na cara do Mário Bittencourt
O fato é que este episódio serve como uma dura lição para a diretoria, especialmente para a gestão de Mário Bittencourt. No futebol atual, a ideia de “realizar o sonho do jogador” mostra-se anacrônica. O dirigente deve priorizar, exclusivamente, os interesses e a proteção do clube que representa.
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