Em coluna de opinião, Lindinor Larangeira critica erros de arbitragem no Couto Pereira, questiona a insistência com Otávio e analisa as escolhas de Luis Zubeldía no empate contra o Coritiba.
(Por Lindinor Larangeira)
Seria uma tremenda injustiça se o Fluminense voltasse derrotado de Curitiba. Não que o time tenha feito uma grande partida, mas, se houvesse um vencedor, os visitantes — melhores na maior parte do jogo — mereciam os três pontos.
Como o “se” não entra em campo, a análise precisa se basear nos fatos. E, na noite de sábado, no Couto Pereira, mais uma vez um erro grave de arbitragem foi determinante para o resultado final.
VAR que não resolve — e confunde
Nem a introdução do VAR conseguiu melhorar o que já era ruim. O problema persiste: não há critérios uniformes, nem padrões claros. Lances idênticos seguem sendo interpretados de formas completamente diferentes por árbitros distintos.
A arbitragem de vídeo parece mesmo que “veio para confundir, e não para explicar”, como dizia o saudoso Chacrinha. Em lances interpretativos, a orientação deveria ser clara: respeitar a decisão de campo. Do contrário, se o VAR for rigoroso demais em disputas por espaço em bolas paradas, teremos facilmente cinco ou seis pênaltis marcados por jogo.
A arbitragem condicionou o resultado
É inegável que a atuação de Rafael Klein foi péssima e influenciou diretamente o placar. Mas seria injusto atribuir tudo apenas ao árbitro. Outros fatores contribuíram para que o Fluminense deixasse dois pontos na capital paranaense.
Otávio: contratação sem explicação
A principal delas atende pelo nome de Otávio. Uma contratação absolutamente inexplicável. Para um primeiro volante, marca mal, tem dificuldades no passe curto e falhou gravemente ao permitir que o jovem Lucas Ronier fizesse dele “gato e sapato”.
Faltou leitura de jogo. Uma falta tática simples poderia ter interrompido uma jogada claramente perigosa. Saudades de Bernal, que segue sendo o único primeiro volante realmente confiável do elenco. É uma posição que exige reforço urgente na próxima janela.

Avenida Guga aberta em Curitiba
Guga é o retrato da instabilidade. Em alguns dias, lembra laterais corretos e seguros, como Aldo ou Toninho. Já em outros, parece Itaberá ou Júlio César.
Em Curitiba, foi uma atuação assustadora. Virou uma verdadeira Avenida Marechal Floriano Peixoto. Falhou ao permitir que o meia Josué dominasse, levantasse a cabeça e desse o passe que resultou no gol adversário.
O preciosismo de Soteldo
A grande chance da partida caiu nos pés de Yeferson Soteldo. O venezuelano até teve uma atuação razoável, apesar de perder a maioria dos duelos para o zagueiro Jacy. O problema foi o excesso de preciosismo: sempre um toque a mais, um drible desnecessário. Se tivesse batido de primeira ou cruzado, o Fluminense teria saído na frente.
Noite ruim de Zubeldía
Zubeldía acertou ao poupar atletas. É humanamente impossível disputar Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil simultaneamente em alto nível. O problema foi a demora nas alterações — e, quando elas vieram, surgiram escolhas questionáveis.
Martinelli por Otávio foi um erro claro. Por que não Alisson? Outro equívoco foi manter Guga em campo. Por que não dar oportunidade ao garoto Júlio Fidélis? Dificilmente seria pior. Antes que falem em “corneta”, fica o registro: o trabalho do treinador argentino é muito bom, mas uma noite ruim não apaga os erros de ontem.
A torcida, como sempre, gigante
Mesmo longe de casa, a torcida do Fluminense deu mais um show. Lotou o setor visitante e empurrou o time durante os 90 minutos. Esse apoio precisa ser ainda mais presente no Maracanã. Agora, é virar a chave. A Libertadores exige resposta imediata.
📌 Notas Rápidas
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John Kennedy: Iluminado. Primeiro toque na bola, gol.
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Zubeldía: Indignação justa na coletiva. A diretoria também precisa se posicionar contra a CBF.
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Freytes: Mais uma atuação segura, apesar das desconfianças.
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Millán: Por que não entra nunca?
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Veredito: Otávio, nunca mais.
⚠️ PLANTÃO: Últimas notícias do Fluminense [Clique aqui para ver o resumo de todas as movimentações de hoje]
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