Camisa 9, cobrança e coerência: A verdade dói para quem não quer ver




Novo camisa 9 do Fluminense: 15 milhões de euros e mistério
Camisa 9 do Fluminense
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(por Vinicius Toledo)

Fala, galera tricolor! Tudo tranquilo?

Existe uma parcela da torcida que acredita que ser um “verdadeiro tricolor” é sinônimo de concordar piamente com cada decisão da diretoria. Confesso que chego a rir quando leio algo assim. Alguns tentam nos censurar; outros chegam ao absurdo de sugerir que “batemos tambor” para as coisas darem errado. É mole? Isso tudo em pleno 2026.

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Nas últimas semanas, mergulhamos na novela da sagrada camisa 9 do Fluminense. Li diversos comentários sobre meus artigos recentes, muitos deles reagindo ao fato de eu organizar as contradições e confrontar informações que simplesmente não batem. Eu exponho os fatos, aponto as incoerências e deixo os questionamentos.

Entendo que, para alguns, possa parecer irritante. “Esse cara implica com tudo”, devem pensar. Mas não há chatice alguma. Há apenas a reunião de fatos, interpretação e o acesso a bastidores que, por vezes, nem podem ser totalmente publicados.

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O que falta para o Fluminense voar?

Se cobro um goleador para ontem, é porque vejo que esse é o detalhe que falta para o Fluminense bater de frente com qualquer potência sul-americana. Alguém dirá: “Ah, Vinicius, mas e o Flamengo? E o Palmeiras?”.

Lembram da frase do Abel Braga? O Fluminense não precisa ter o melhor time ou o elenco mais caro para conquistar títulos gigantes. A história prova isso, e contra a história não há argumentos. Nelson Rodrigues já vaticinou:

“Se quereis saber o futuro do Fluminense, olhai para o seu passado. A história tricolor traduz a predestinação para a glória”.

O Fluminense de Luis Zubeldía é competitivo. A comissão técnica é competente, o time é aplicado taticamente, solidário na marcação e bem organizado nas transições. Criamos ações ofensivas e temos jogadas ensaiadas. O jogo aéreo defensivo ainda preocupa, é verdade, mas creio em correção e na chegada necessária de um “xerife” para a zaga.

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Nelson Rodrigues já vaticinou: "Se quereis saber o futuro do Fluminense, olhai para o seu passado. A história tricolor traduz a predestinação para a glória".
Nelson Rodrigues

O executor de todo o trabalho

O grande gargalo, porém, é o cara da última bola. Aquele que executa o trabalho coletivo. John Kennedy tem ido bem, mas convenhamos: ele ainda é um ponto de interrogação. Dá para bancá-lo como o único comandante de ataque para a temporada inteira? Torço para que ele repita o brilho de 2023, mas o Fluminense não pode viver de “esperança” em uma posição tão vital.

Minha cobrança por um 9 de peso — como os nomes que agitaram o noticiário hoje — tem fundamento. Com o volume de criação que temos, potencializado pelas chegadas de Guilherme Arana e Savarino, um centroavante letal transformaria esse time em uma máquina de moer adversários.

Falta o executor. O cara para empurrar a redonda para a rede. Sem esquecer do zagueiro, claro. No futebol, a glória é predestinação, mas a competência no planejamento é o caminho para chegar lá.

Forte abraço e ST!

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