Diretoria do Fluminense parece apenas olhar pela janela, enquanto a banda passa…




Mais de um mês depois da abertura, no dia 5 de janeiro, tal qual a “moça feia debruçada na janela”, vendo a banda passar, do clássico “A Banda”, do tricolor Chico Buarque, a diretoria do Fluminense parece apenas olhar o tempo da janela — que se encerra em 3 de março — passar.
Chico Buarque
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Em coluna de opinião, Lindinor Larangeira analisa o mercado tricolor, as lacunas do elenco e cobra agilidade da cúpula de futebol antes do fechamento da janela.

(por Lindinor Larangeira)

Dentro de três semanas, a primeira janela de transferências do futebol brasileiro em 2026 vai se fechar. Mais de um mês depois da abertura, no dia 5 de janeiro, tal qual a “moça feia debruçada na janela”, vendo a banda passar, do clássico “A Banda”, do tricolor Chico Buarque, a diretoria do Fluminense parece apenas olhar o tempo da janela — que se encerra em 3 de março — passar.

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Até o momento, apenas três reforços foram contratados: o zagueiro Jemmes, o lateral-esquerdo Guilherme Arana e o meia Savarino. Boas contratações, mas ainda insuficientes para suprir as lacunas de um elenco desequilibrado, que ainda teve nove saídas de jogadores.

A mais sentida, Thiago Silva, que saiu pela porta dos fundos. Diferentemente de Keno, que demonstrou carinho e gratidão ao clube. A mais comemorada, a de Everaldo. Lelê e Thiago Santos também não deixaram saudades. Manoel teve bons momentos, mas estava em nítido declínio físico. Lima, mesmo sem ser brilhante, sempre foi um jogador útil na composição do elenco. Wallace Davi, envolvido na transação de Savarino, vai como uma aposta do scout do Botafogo. Lavega, emprestado ao Coritiba, aposta do scout tricolor, poderia ter permanecido para ter mais oportunidades na temporada.

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Janela de novelas

Desde a temporada passada, a maioria da nossa torcida percebeu que a posição de centroavante é a mais carente do elenco. Neste ano já tivemos a novela que envolveu um super-herói da Marvel, “O Incrível Hulk”, que não teve um final incrível, mas um desfecho decepcionante.

O folhetim agora é internacional. Envolve um protagonista com um pé em três continentes, o franco-gabonês Denis Bouanga, que atua na MLS. Nessa novela, o Los Angeles FC parece não querer realizar o sonho do atacante de jogar no Brasil e faz jogo duro para liberar o artilheiro.

Denis Bouanga está mais longe do Fluminense
Foto: Los Angeles FC

E aí, diretoria? O treinador é competente, mas não é mágico

Não apenas de um camisa 9, o elenco do Fluminense, para disputar títulos em 2026, precisa de reforços em outras posições. Dois zagueiros (sendo um deles Nino. Ou será que veremos mais um no Palmeiras?). Um primeiro volante e mais um meia.

A paciência da torcida está no limite. A do treinador, que já pediu reforços, parece que começa a se esgotar também. Afinal, Luis Zubeldía não é René Lavand, o mais famoso ilusionista argentino. Lavand revolucionou a cartomagia ao realizar truques complexos usando apenas a mão esquerda, tornando-se o maior ícone da história da mágica do seu país.

A questão aqui é uma só: a diretoria tem que dar mais cartas para Zubeldía, porque sem cartas, nem Lavand faria mágica…

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