Enquanto o Los Angeles FC barra saída de Bouanga priorizando o campo e o contrato, o Fluminense de Mário Bittencourt amargou o prejuízo técnico ao liberar Arias por “gratidão” em 2025
(por Vinicius Toledo)
O mercado da bola não é feito apenas de cifras; ele é feito de postura. Nos últimos dias, o torcedor do Fluminense tem acompanhado a dificuldade quase intransponível de contratar o atacante Denis Bouanga. O motivo? O Los Angeles FC (LAFC) simplesmente disse “não”. O clube norte-americano, amparado por um contrato vigente, entende que o sucesso esportivo e o compromisso com sua torcida (especialmente na abertura contra o Inter Miami de Messi) valem mais do que o desejo pessoal do atleta de sair.
Essa postura do LAFC serve como um espelho incômodo para a gestão de futebol do Fluminense, comandada pelo presidente Mário Bittencourt.
O erro do “acordo de cavalheiros”
Impossível não traçar um paralelo com a saída de Jhon Arias no segundo semestre de 2025. Naquela ocasião, o Fluminense detinha o contrato e os direitos do jogador, mas optou por liberá-lo sob a justificativa de “gratidão” pelos serviços prestados e um suposto acordo de cavalheiros. O resultado todos lembram: um vácuo técnico irreparável no meio da temporada e uma perda de competitividade evitável.
Como bem alertou o jornalista Celso Oliveira, especialista em MLS, nos Estados Unidos o desejo de saída de um jogador com contrato vigente não é suficiente para forçar uma transferência. Os clubes têm o controle total sobre seus ativos. Eles entendem que o jogador é um patrimônio do clube, não o contrário.
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Gratidão não ganha títulos
No futebol profissional de alto rendimento, gratidão se demonstra com salários em dia, estrutura de ponta e premiações por metas atingidas. O campo, no entanto, é algo sagrado. Ao priorizar o “bem-estar” do atleta em detrimento do planejamento técnico, o Fluminense agiu como um clube formador de médio porte, e não como o gigante que é.
O LAFC está dando uma aula de gestão ao Fluminense: contratos existem para serem cumpridos e o planejamento do clube deve estar acima de qualquer pressão externa ou “gratidão” individual. Se o Tricolor deseja voltar a ser protagonista absoluto, precisa aprender que ser “bom pagador” é obrigação, mas ser “bom vendedor” exige uma rigidez que, infelizmente, faltou no caso Arias e sobra no caso Bouanga.
Resta saber se a lição será aprendida para as próximas janelas ou se o Fluminense continuará sendo o porto seguro onde os contratos valem apenas até o primeiro pedido de desculpas do jogador.
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