Fluminense de Zubeldía é um time que não sabe vencer: a análise de Lindinor Larangeira

Colunista do Explosão Tricolor destaca o volume de jogo desperdiçado contra o Bahia, aponta desequilíbrios no elenco e questiona a postura da gestão.




Fluminense de Zubeldía é um time que não sabe vencer
Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC

Em novo artigo, Lindinor Larangeira critica a ineficiência ofensiva do Fluminense, cobra a diretoria e aponta que manter Zubeldía compromete a temporada.

(Por Lindinor Larangeira)

Com o terceiro empate seguido no Brasileirão, o Fluminense Football Club já pode pedir música no “Fantástico”? Brincadeiras à parte, o time fez até uma boa partida contra o Bahia. Principalmente, no segundo tempo, que foi quase um jogo de ataque contra defesa.

No cômputo geral, foram 22 finalizações, 9 na direção do gol.

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Além da boa performance do goleiro rival, Ronaldo, outra constatação é a de um dos problemas crônicos do time na temporada: a enorme ineficiência ofensiva. Os inacreditáveis gols perdidos por Hulk e Canobbio demonstram a incapacidade que a equipe tem de transformar volume de jogo em vantagem no placar.

No final, o merecido coro em homenagem a um treinador absolutamente perdido. Mas seria Zubeldía o único responsável?

Fluminense de Zubeldía é um time que não sabe vencer
Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC

Diretoria omissa e amadora

É muito fácil jogar tudo na conta do treinador. Afinal, é preciso dar uma satisfação rápida para a torcida. Mas o grande vilão dessa história, que a continuar assim não terá um final feliz, é a atual diretoria do clube.

O elenco montado pelos dirigentes tricolores continua com muitos desequilíbrios e carências. Na janela de meio de ano, vieram Hulk e retornou Thiago Silva. Bernal, o único primeiro-volante de ofício do grupo, se foi. Nessa posição, ficou o péssimo Otávio. Uma das muitas contratações inexplicáveis da gestão Mário Bittencourt.

Do elenco, falarei mais adiante, mas ainda sobre a diretoria, a postura frouxa e omissa do presidente Mattheus Montenegro. O papel de vice “decorativo” de Ricardo Tenório. Além da ausência de profissionalismo, direcionamento e cobranças no futebol, de dirigentes muito bem remunerados, como Mário Bittencourt e Paulo Angioni, tudo isso transforma o clube detentor da Taça Olímpica em verdadeiro descalabro.

Fluminense de Zubeldía é um time que não sabe vencer
Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC

Diretoria não supriu lacunas do elenco

Alguém arrisca dizer quais são os titulares incontestáveis do Fluminense? Em minha opinião, somente Fábio, Thiago Silva e Martinelli. Lucho Acosta atravessa uma fase ruim, apresentando um futebol bem abaixo do que pode. John Kennedy, mesmo irregular, ainda é a melhor opção para a camisa 9. Canobbio, pelo comprometimento tático se mantém titular.

Analisando o elenco, só temos um goleiro confiável. Problemas nas laterais. Mesmo assim, os contratos de Samuel Xavier e do medíocre Renê foram renovados até o final de 2027. Na zaga, apenas TS3 inspira confiança, e aquele que parece ser o melhor companheiro dele na defesa, Millán, ficará um bom tempo de fora.

No meio-campo temos dois ótimos volantes, Martinelli e Hércules, que com o bom Nonato, suprem bem a “segunda-volância”. O grupo necessita de um camisa 5 de ofício. Ou será que alguém, além dos dirigentes que o contrataram, confia em Otávio?

No ataque, o melhor definidor segue sendo JK. Hulk continua em adaptação, e tomara que agregue no elenco, como Felipe Melo somou. E, antes de contratar mais um atacante de beirada, o garoto Riquelme deveria ganhar mais oportunidades.

Manter Zubeldía é abdicar da temporada

Por fim, a insistência com Zubeldía no comando técnico do time pode levar o Fluminense, novamente, ao mero papel de coadjuvante. Com ele, o ano pode acabar no mês de agosto com possíveis eliminações nas copas.

Sábado é o primeiro desafio. Que João de Deus nos proteja.

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Sobre Vinicius Toledo 1883 Artigos
Criador do Explosão Tricolor, Vinicius Toledo atua na cobertura jornalística do Fluminense desde 2014, com mais de 1.700 matérias e colunas publicadas sobre futebol, gestão e política do clube. Administrador de empresas com especialização em Finanças e Marketing, dedica-se à análise técnica e independente sobre os rumos da instituição. Saudações Tricolores!